sábado, 31 de dezembro de 2011
BRASÍLIA EM FÉRIAS
Como tudo para nessa época do ano, não seria diferente em Brasília. Dilma autorizou férias para mais cinco ministros. A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira do 'Diário Oficial da União'.
A presidente Dilma Rousseff autorizou os ministros do Esporte, Aldo Rebelo; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; da Cultura, Ana de Hollanda; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; a tirar férias a partir de 2 de janeiro. Enquanto isso, a própria Dilma relaxa no período de duas semanas de férias na Bahia. Nesta sexta de virada de ano, as ministras do Planejamento, Miriam Belchior, e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também sairam para tirar 16 dias de férias.
Congresso de cara nova em 2012
Após a posse nesta quarta do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), 10,26% dos 81 senadores e dos 513 deputados que começarão a legislatura de 2012 no Congresso serão diferentes em relação aos empossados no início de 2011.
O Senado iniciará o ano com 11 senadores diferentes dos que tomaram posse em 1º de fevereiro deste ano. Na Câmara, 50 deputados foram substituídos ao longo de 2011.
Embora tivessem obtidos votos suficientes para se eleger, três senadores e quatro deputados não assumiram no começo de 2011 porque estavam barrados pela Lei da Ficha Limpa. Os sete só tomaram posse depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a lei não tinha validade durante a eleição de 2010. Ao assumir a vaga do titular, eles têm direito ao salário mensal de R$ 26.723,13, mais os benefícios de parlamentar, como verba indenizatória de R$ 15 mil ao mês, acrescida de cinco passagens aéreas de ida e volta. Gráficas, combustível e telefone são pagos fora da verba indenizatória.
Cabral elogia Dilma e defende FHC
Sem querer comprar briga com PT e PSDB, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), dá nota dez ao primeiro ano da presidente Dilma Rousseff e defende as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. "Qualquer discurso caricato antiprivatização eu rejeito preliminarmente", declara.
Cabral, 48, que teve suas ligações pessoais com os empresários Eike Batista (EBX) e Fernando Cavendish (Construtora Delta) escancaradas após acidente na Bahia em junho, se defende: "Nunca misturei relações pessoais com decisões públicas". Sérgio Cabral confessa total felicidade com o governo Dilma, como gestor. "Uma pessoa como a Dilma, uma mulher, que milhões de brasileiros passaram a conhecer durante o processo eleitoral, era uma incógnita."
CLAUDINEI: IDELI NA MIRA DOS CONGRESSISTAS
Deputados e senadores reclamam que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) entrou em férias sem cumprir várias promessas relativas às emendas. Congressistas dizem que a liberação de recursos para suas bases ficou muito aquém do combinado com o Planalto.O governo tem atuado fortemente para garantir a aprovação des textos e projetos no Congresso. As negociações para garantir o apoio dos aliados envolvem indicações para cargos, principalmente de segundo escalão, liberação de emendas e pendências estaduais.
Nos últimos meses, para acalmar a insatisfação dos partidos da base, o governo vem prometendo a liberação de verbas de interesse dos deputados e senadores e uma mudança na relação política com o Congresso, de maior aproximação.
Deputados da base atribuem os desencontros a Claudinei, assessor da Ministra, que recebeu a delegação de encaminhar as emendas parlamentares, especialmente dos novatos, pois teria ele encaminhado as ditas emendas sem se assegurar da respectiva previsão orçamentária.
É assunto para a volta do Congresso.
Nos últimos meses, para acalmar a insatisfação dos partidos da base, o governo vem prometendo a liberação de verbas de interesse dos deputados e senadores e uma mudança na relação política com o Congresso, de maior aproximação.
Deputados da base atribuem os desencontros a Claudinei, assessor da Ministra, que recebeu a delegação de encaminhar as emendas parlamentares, especialmente dos novatos, pois teria ele encaminhado as ditas emendas sem se assegurar da respectiva previsão orçamentária.
É assunto para a volta do Congresso.
Lista negra tem 5 empresas do Paraná
Despertou curiosidade a divulgação da "lista suja" que inclui 5 empresas do Paraná. Elas entraram neste mês na lista do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que aponta uso de trabalho escravo. O levantamento foi atualizado nesta sexta-feira (30) e deixou o estado com 16 empresas ou pessoas físicas que desrespeitaram as condições mínimas de trabalho. Entre os novos registros, há casos como o empresa do Paraná Miguel Forte Indústria S/A, que foi flagrada explorando 35 trabalhadores, incluindo três adolescentes, na colheita de erva-mate em General Carneiro(PR). A madeireira, que mantinha o grupo em barracões de lona sob comando de “capatazes”, tem no comando Rui Gerson Brandt, acumula o cargo de presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná (Sindpacel). Outras empresas na lista negra são: Campina Grande do Sul- Agro Pastoril Novo Horizonte,Palmas- Estrela Agroflorestal,
São Jo ão do Triunfo- Luiz Geraldo Ferreira, e São João do Triunfo- Olegário Germano Ullmann.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Câmara de SJP economiza 7 milhões
A parceria entre o Poder Executivo e o Legislativo é uma forte característica da gestão do prefeito Ivan Rodrigues que pode ser observada em ações, iniciativas e aprovações de projetos e leis em benefício da população de São José dos Pinhais. Em 2011, por exemplo, a Câmara Municipal conseguiu economizar recursos devido a essa parceria.
“O orçamento anual da Câmara é sempre abaixo do percentual permitido. Mesmo assim, em 2011, conseguimos com os ajustes realizados na administração interna do Poder Legislativo economizar mais de R$ 7 milhões. Essa é uma forma de fazermos com que sobrem recursos para que mais obras sejam realizadas pelo Executivo, atendendo as demandas da população”, afirma o presidente da Câmara Municipal, Assis Manoel Pereira.
“Estamos completando três anos de trabalho e, em conjunto com a Câmara Municipal, temos cumprido a árdua tarefa de conduzir esta maravilhosa cidade. Agradeço o apoio dos vereadores que nos auxiliam com contribuições e sugestões direcionadas ao aprimoramento de iniciativas que têm como principal objetivo o bom atendimento dos cidadãos são-joseenses”, destaca o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues.
Ferroeste: prestação de contas 2011
Primeiro ano de ações, projetos e
parcerias para recuperar Ferroeste
Com o anúncio feito pelo governador Beto Richa, em Cascavel, nos últimos dias de dezembro, de que, a Ferroeste vai comprar cinco locomotivas próprias (R$ 8 milhões), a partir de 2012, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), dobrando sua capacidade de tração, a empresa fechou o ano com chave de ouro. “Estamos investindo para que a Ferroeste volte a ser referência”, disse o governador ao anunciar a medida”, disse o governador.
Em seu primeiro ano de gestão, à frente da Ferroeste, a diretoria da empresa, em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura e Logística e o governo do Estado, estão colocando em pauta vários projetos para recuperar a empresa. “Estamos com um projeto de viabilidade técnica, econômica e ambiental junto à Valec”, disse o presidente da empresa, Maurício Querino Theodoro, “que deverá ser reaberto no primeiro trimestre de 2012, segundo informações do Ministério dos Transportes”.
Segundo Theodoro, o crescimento da Ferroeste é uma vocação natural da empresa, “criada para atender o Oeste do Paraná, mas que tem sua área de influência no Mato Grosso do Sul e o Paraguai”. O projeto da Valec prevê a expansão da ferrovia de Cascavel até Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, passando por Guaíra, e de Guarapuava ao Porto de Paranaguá”, solucionando o gargalo logístico existente no Estado.
“A estimativa de carga na região Oeste e Sudoeste é de oito milhões de toneladas por ano, sendo que a produção do Mato Grosso do Sul corresponde a esse número, assim como o Paraguai, também com mais 12 milhões. Consideramos a capacidade de exportação e importação na ordem de vinte milhões de toneladas, podendo alcançar tranquilamente faturamento de mais de um bilhão de reais por ano”, ressalta o presidente da Ferroeste.
O potencial da empresa já atraiu a atenção de investidores internacionais. “Estados Unidos, Espanha, países árabes, Itália e grupos da Argentina e do Paraguai, mostraram interesse, entre outros”, revelou Theodoro. Segundo ele, a Ferroeste é “a ferrovia com maior capacidade de tração não utilizada hoje, operando somente com 5% da capacidade projetada”.
Segundo o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, “a Ferroeste terá a missão de desenvolver a ferrovia e promover a integração com os demais modais que formam a rede logística do Estado”.
DEVER DE CASA – Para recuperar a capacidade de tração da empresas, técnicos da estrada de ferro iniciaram a recuperação de locomotivas inservíveis que estavam paradas nos pátios da empresa. A direção da empresa também tem planos para a concorrência de compra ou locação de locomotivas. “Pela primeira vez na história da Ferroeste nós recuperamos cinco locomotivas, dentro da nossa oficina com nossos funcionários e alguns terceirizados, inclusive com pintura das máquinas. Estamos aumentando a capacidade técnica e operacional e de recuperação dos equipamentos rodantes da Ferroeste”, enfatizou Theodoro.
Para garantir rapidez e segurança, a Ferroeste desenvolveu operação de manutenção preventiva na sua via permanente, com a retirada de material e limpeza das canaletas dos trilhos, em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Mais de 2.200 metros cúbicos de material já foram retirados.
Outro ponto destacado pelo presidente da empresa foi a cessão de 150 toneladas, o equivalente a 140 mil peças, materiais ferroviários de reposição, inclusive quatro locomotivas encostadas, motores usados, empilhadeiras e outros equipamentos à Ferroeste por parte do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). O primeiro lote começou a ser entregue neste mês de dezembro.
PEÇAS – As peças estão em Curitiba e também em Sorocaba (SP). Em Campinas está depositado ferramental que permite montar uma oficina ferroviária completa. Em Bauru estão as quatro locomotivas inservíveis. Segundo os técnicos com todo o material e peças cedidos dá pra reconstruir 70 ou 80% das máquinas encostadas. Serão quatro locomotivas, inservíveis nas condições atuais, mas que ficarão em melhores condições que as atuais operadas pela empresa, depois que forem remanufaturadas pela Ferroeste.
As locomotivas deverão entrar em operação no ano que vem. “Fazendo uma comparação, é a mesma coisa de colocar mais seis locomotivas do porte que temos hoje no trecho e, então, no segundo semestre de 2012, dobraremos a capacidade de tração da Ferroeste”, afirmou Theodoro. Em 2011, os gastos da Ferroeste com peças foi de R$ 2,7 milhões. O material cedido pelo DNIT formará um estoque para os próximos dez anos. Esse material atendia aos 22 mil km de ferrovias da RFFSA.
O valor contábil de todo o material da operação de transferência (cessão de bens) é de R$ 1.852.500,95, que equivale a R$ 15.439.637,00, em valor estimado de mercado e após a recuperação das peças pela oficina da empresa, em Guarapuava. Somente as locomotivas inservíveis são avaliadas em R$ 600 mil (valor contábil) ou R$ 4.8 milhões (valor de mercado). “A forma como o governo do Estado do Paraná conduziu a transferência do material repercutiu muito bem em todo o Brasil”, disse Theodoro. “É possível que aumente significativamente, quase dobrem, os valores da cessão de bens do DNIT para a Ferroeste”.
PARCERIAS – Maurício Querino Theodor destacou ainda que, com o apoio do secretário José Richa Filho e do governador Beto Richa, foi possível estabelecer um novo patamar de diálogo com o empresariado. Com isso, segundo ele, foi possível estabelecer grandes parcerias na região. “Alguns investimentos de nossos parceiros nos terminais da Ferroeste são bastante significativos. A Cotriguaçu, uma união de cooperativas do Oeste do Paraná, está investindo mais de R$ 52 milhões em câmaras frigoríficas, e a AB Insumos está com investimentos que passam dos R$ 18 milhões na construção de silos dentro do nosso terminal em Cascavel, com um pedido de aporte de mais R$ 3 milhões para a construção no terminal de uma fábrica de beneficiamento de soja para consumo humano”.
A Cotriguaçu estima que as obras, na área de 11,5 hectares disponibilizada pela Ferroeste, devem terminar em 18 meses. As câmaras frias terão capacidade de 20 mil toneladas. “Para o futuro próximo, a Cotriguaçu prepara, em fase de pré-projeto, a construção de silos-pulmões para granéis com capacidade de até 200 mil toneladas estáticas”, informou o presidente da Ferroeste. Por outro lado, estão em fase bem adiantada as obras da nova unidade de transbordo da AB AgroBrasil no terminal ferroviário, em Cascavel. A obra é resultado do contrato de cessão de área para operações de recebimento e escoamento de grãos e vai ser muito benéfica para a ferrovia.
Em março de 2012, adianta o presidente da Ferroeste, “possivelmente, estaremos licitando os terrenos restantes dentro de nosso terminal para empresas interessadas em se instalar na região. Tudo isso deve gerar centenas de postos de trabalho na região”.
Outro fato importante, em 2011, foi o reinício das atividades do Porto Seco (Estação Aduaneira Interior – Eadi), no Terminal da Ferroeste, em Cascavel, no dia 3 de novembro. Além de atender às necessidades logísticas da região, as instalações, agora mais modernas, vão permitir que a ferrovia movimente 200 mil toneladas de grãos a mais, por ano, a partir de 2012, podendo chegar a 400 mil toneladas.
O projeto de readequação e reestruturação do Porto Seco foi realizado por meio de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), gestora da unidade, e o grupo paraguaio Unexpa, que representa um conjunto de cooperativas de produtores e empresas exportadoras daquele país. São 45 mil m² de área total. Os investimentos foram de R$ 4 milhões.
Há vários anos, as exportações de granéis do Paraguai, via Porto de Paranaguá, estão praticamente interrompidas. A intenção é voltar a investir na logística ferroviária para exportar pelo porto paranaense. Com a parceria da Ferroeste, a movimentação de granéis e adubos de produtores paraguaios, em operações multimodais, será viabilizada.
OUTRAS AÇÕES – Um passivo importante de antigas gestões, a retirada definitiva, em março, de nove vagões sinistrados que estavam perto dos trilhos no trecho da ferrovia que passa pelo município de Nova Laranjeiras, também foi solucionado, depois de tratativas com a América Latina Logística (ALL), dona dos equipamentos. A operação envolveu a remoção de cerca de 240 toneladas de sucata.
Para celebrar os 23 anos de criação da ferrovia, a Ferroeste e os Núcleos Regionais de Educação de Cascavel, Laranjeiras do Sul e Guarapuava realizaram um concurso de redação. O concurso foi dirigido aos alunos do ensino fundamental e médio. A premiação foi no Dia do Ferroviário, em 30 de abril.
Ainda na área da educação, a empresa, juntamente com a Secretaria de Estado da Educação, deram encaminhamento a um convênio para a formação de técnicos em mecânica e eletromecânica ferroviária. O objetivo é preparar mão de obra especializada na área ferroviária, A parceria vai permitir a formação prática de alunos da rede pública, que, através do convênio, poderão fazer um estágio supervisionado nas oficinas da Ferroeste, em Guarapuava. O curso vai atender os alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Francisco Carneiro Martins, de Guarapuava.
Na área interna, a Ferroeste realizou os “Encontros Ferroeste nos trilhos” com o objetivo é reunir funcionários e diretoria para discutir os novos rumos da empresa. Também foi destaque, nesse período, a parceria com a Celepar para a interligação de dados e voz entre os terminais de Cascavel e Guarapuava e a sede, em Curitiba.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
REQUIÃO: DE POLÍTICO A ESCRITOR
O ex-governador e atual senador Roberto Requião (PMDB) divulgou nesta quarta-feira (28) que está escrevendo um livro de contos, baseado em “causos” ocorridos durante sua administração. “Meu governo, os fisiológicos e os puxa sacos. Assim eu conto o que aconteceu”, alertou o senador. Segundo pessoas próximas à Requião, a ideia surgiu após uma viagem a Sergipe, estado natal de seus familiares e tomou forma em outras viagens ao exterior. Alguns ex-aliados e ex-assessores já estão usando calça marrom.
CAMPANHA DO DESARMAMENTO IRÁ ATÉ O FIM DE 2012
O Ministério da Justiça anunciou na última terça-feira (27) a prorrogação da Campanha Nacional do Desarmamento até o final do ano que vem. A campanha é decorrência de uma parceria entre o Ministério de Justiça e o Banco do Brasil, que é responsável pelo pagamento das indenizações em troca das armas recolhidas pelo governo. A previsão inicial era que a campanha iniciada em junho se encerrasse no final deste ano. Mas, em abril, o governo anunciou a antecipação do início da campanha para maio, devido à tragédia em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, que foi invadida por um atirador, e causou a morte de 12 crianças.
TRANSPARÊNCIA ENTRA EM VIGOR
Os municípios do Paraná que ainda não estão cadastradas no Departamento de Imprensa Oficial para publicação dos seus atos administrativos no Diário Oficial do Estado precisam regularizar a situação até o próximo domingo, 1º de janeiro de 2012 – data em que entra em vigor a lei que estende aos municípios os princípios da Lei Estadual da Transparência. Aprovada em julho pelo governador Beto Richa (PSDB), a lei complementar 350/11 diz que as administrações municipais devem divulgar em diário oficial eletrônico e também mídia impressa todos os atos do Executivo, Legislativo e Judiciário.
CÂMARA DE MARINGÁ DEVOLVE DINHEIRO À PREFEITURA
O vereador Mário Hossokawa (PMDB), presidente da Câmara de Maringá, declarou nesta quarta-feira (28) que irá devolver à Prefeitura de Maringá R$ 2.563.324,00. O total do orçamento previsto para 2011 foi de R$ 13.383.324,00 e o total executado foi R$ 10.820.000,0. Hossokawa esclareceu que a lei garante 5% da receita do Município para o Legislativo, mas que a Casa procura manter a previsão de despesas sempre em menos de 4%. “A Câmara tem que ter uma margem para algum imprevisto por isso temos conseguido devolver dinheiro ao final do ano”, destacou.
Rossoni, Delazari, Francischini, Maconha: Veja as postagens mais lidas do JP em 2011
Eis, na ordem de acessos, as postagens mais lidas do Jogo do Poder no ano de 2011.
Rossoni, Francischini e Delazari são nomes que atraem a polêmica.
Veja:
Rossoni, Francischini e Delazari são nomes que atraem a polêmica.
Veja:
16/12/2011
BIBINHO DENUNCIA ROSSONI
Bibinho, ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná, responde a ação de improbidade proposta pelo Ministério Público do Paraná em razão da contratação de funcionários fantasmas juntamente com outros ex-diretores e os deputados Nelson Justus, Alexandre Curi, Nereu Moura e o ex-deputado Hermas Brandão, hoje no Tribunal de Contas. Isso todos já sabem. A novidade é que Bibinho, surpreendentemente, resolveu postular na ação de improbidade a inclusão do atual Presidente da AL, Deputado Rossoni, no pólo passivo. O fundamento utilizado por Bibinho é que Rossoni fazia parte da Mesa Diretora no período em que os funcionários fantasmas estavam contratados e recebiam salários sem comparecer no trabalho. O pedido de Bibinho foi ao Ministerio Publico para manifestar as concorda ou não com a pretensão. O estranho é a razão pelo qual Bibinho demorou-se tanto em manifestar essa pretensão. Ao Jogo do Poder Rossoni já esclareceu que, embora fizesse parte da mesa, não tinha nenhuma ingerência ou participação na indicação, nomeação e fiscalização da jornada de trabalho dos tais funcionários fantasmas que, segundo alega, era controlada apenas e tão somente por Bibinho. Em tese, a tese de Rossoni também se aplicaria a Justus, Curi, Nereu e Brandão. É o primeiro dissenso evidente entre o grupo que, por muito tempo, dirigiu a AL.
25/06/2011
MACONHA: DELAZARI NÃO CRÊ EM LIBERAÇÃO JÁ
No Jogo do Poder que foi ao ar, ao vivo, pela Rede CNT no último domingo, 29.06.11, o ex-membro do Ministério Público do Paraná e ex-Secretário de Segurança do Estado, compareceu para falar sobre a liberação da maconha.
Foi o primeiro de uma série de programas que faremos para debater o assunto.
Delarazi esclareceu a origem do debate sobre a liberação de drogas, informando que no início dos anos 90 a ONU decidiu constituir comissões internas para estudar os resultados que vinham sendo obtidos no combate ao crime organizado, que vai desde venda ilegal de armas, tráfico de pessoas e drogas.
Em relação as drogas o que se constatou até aqui é que os estados nacionais estão gastando milhões de dólares e os resultados são totalmente insatisfatórios, pois o consumo de drogas está aumentando no mundo todo.
Delazari esclareceu que é disso que resulta que figuras importantes da política mundial passaram a defender a tese liberação do uso de drogas, no caso do Brasil, o ex-Presidente FHC abraçou a bandeira.
O entrevistado esclareceu que, apesar do que se imagina, não são as drogas sintéticas, tal como o crack, as mais consumidas no Brasil e sim a maconha, apontando para recente levantamento efetuado pela própria ONU, e que não há uma relação direta entre o uso da droga e a violência, ou seja, só cerca de 5% das pessoas que fazem uso de droga se envolvem em violência sob o seu efeito, ou seja, como resultado desse uso. A violência se dá como resultado do negócio em si, ou seja, do comércio (ajuste de contas entre traficantes, violência contra usuários que não pagam suas dívidas com traficantes, etc...).
Para Delazari o Paraguai segue sendo como o grande produtor da maconha que chega ao Brasil e sugere um grande esfoço diplomático para combater esse plantio.
O ex-Secretário afirmou que o trabalho das forças de segurança contra o narcotráfico nos dias de hoje pode ser comparado ao trabalho de enxugar gelo, mas não crê que possa haver uma liberalização das drogas em curto espaço de tempo na medida que os trabalhos das comissões da ONU estão apenas em fase de estudos, sugerindo que se inviste em campanhas de educação para evitar que as novas gerações usem drogas..
Veja o que já foi postado no Blog sobre o tema:
LIBERAÇÃO DA MACONHA NO JOGODO PODER 28.06.11
Os últimos dias foram marcados por um forte debate sobre a "liberação da maconha", a expressão mais utilizada para designar a pretensa alteração da lei para dar novo tratamento penal para os usuários da droga.
Afinal de contas, qual motivo a ONU tem levado figuras como os ex-presidentes Carter, Clinton, FHC e tantos outros mundo afora a defender esse novo conceito ?
O tema é interessante a todos e merece toda a atenção.
O Jogo do Poder vai entrar nesse debate a partir de amanhã, a partir das 23h, na Rede CNT.
Recebo o ex-Secretário de Segurança do Paraná e e-membro do Ministério Público do Paraná, Luiz Fernando Delazari, especialista em segurança pública e larga experiência no trato do tema.
Nos programas futuros traremos outras figuras igualmente entendidas na matéria e com o objetivo de buscar o melhor esclarecimento possível sobre a questão.
MACONHA: FRANCHISCINI AGORA QUER MANIFESTAÇÕES E PROPÕE PLEBISCITO 16.06.11
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) entrou numa área que gera muita controvérsia. Defende um plebiscito no Brasil sobre a legalização da maconha e diz que vai começar a colher assinaturas na Câmara dos Deputados na próxima semana. Ele é contra a legalização, mas considera o plebiscito fundamental para acabar com a discussão. Nesta sexta-feira, cerca de 3000 pessoas participaram de uma caminhada em Curitiba, na abertura da terceira Semana Antidrogas da Cidade.
Para quem era contra a marcha da maconha, posicionando-se contra as manifestações públicas a favor, o Deputado já avançou muito ao propor que a sociedade debata abertamente o tema, ou seja, agora abraçou a bandeira de que as manifestações devem ocorrer, pois elas são da própria essência do processo democrático do plebiscito.
PASTOR FAZ AUDIÊNCIA CONTRA MACONHA 27.05.11
Na onda da legalização da maconha, representantes da bancada evangélica organizam movimentos contra a ideia. No dia 17 de junho, será realizada em Curitiba uma audiência pública contra a legalização da droga. O autor é o vereador Pastor Valdemir Soares (PRB). Já a passeata a favor da liberação da maconha na capital já foi barrada pela Justiça três vezes em Curitiba. Para o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, o uso da droga pode ser um trampolim para o consumo de outros produtos ilícitos e deve ser combatido.
A iniciativa merece cumprimentos, pois trata-se do caminho correto para combater a idéia de legalização da droga.
O caminho escolhido ate agora por setores evangélicos foi o de proibir as manifestações a favor com medidas no Judiciário, que afrontam frontalmente a Constituição Federal, que assegura a plena liberdade de manifestação e expressão.
FRANCISCHINI QUE SITE DA MACONHA FORA DO AR 18.05.11
Outro paranaense que está aproveitando temas polêmicos é o deputado federal Fernando Francischini (PSDB). Ele entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República para pedir a retirada do ar do site oficial da Marcha da Maconha. O processo foi movido contra o Google. A Marcha da Maconha em Curitiba seria realizada no próximo final de semana e pretendia reunir pessoas que são a favor da liberalização da droga. No entanto, o movimento foi proibido por decisão do juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat. Francischini quer o fim do site e proibição da Marcha da Maconha em outras regiões do país.
DECISÃO JUDICIAL ATROPELA A CONSTITUIÇÃO E PROÍBE A MARCHA DA MACONHA 19.05.11
Pressão de setores da sociedade fez o juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expedir uma liminar proibindo a “Marcha da Maconha”, que seria realizada domingo. A iniciativa de barrar a manifestação partiu do deputado estadual Leonaldo Paranhos, que faz parte da bancada evangélica.
A decisão afronta a Constituição Cidadã de 1988, que veio para assegurar a todos os brasileiros a "livre manifestação do pensamento" (art. 5º, IV), o direito de "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público".
Vê-se como é singelo compreender que a proibição da tal marcha constitui um abuso, sobretudo porque a proibição vem orientada por razões de ordem religiosa.
Foi o primeiro de uma série de programas que faremos para debater o assunto.
Delarazi esclareceu a origem do debate sobre a liberação de drogas, informando que no início dos anos 90 a ONU decidiu constituir comissões internas para estudar os resultados que vinham sendo obtidos no combate ao crime organizado, que vai desde venda ilegal de armas, tráfico de pessoas e drogas.
Em relação as drogas o que se constatou até aqui é que os estados nacionais estão gastando milhões de dólares e os resultados são totalmente insatisfatórios, pois o consumo de drogas está aumentando no mundo todo.
Delazari esclareceu que é disso que resulta que figuras importantes da política mundial passaram a defender a tese liberação do uso de drogas, no caso do Brasil, o ex-Presidente FHC abraçou a bandeira.
O entrevistado esclareceu que, apesar do que se imagina, não são as drogas sintéticas, tal como o crack, as mais consumidas no Brasil e sim a maconha, apontando para recente levantamento efetuado pela própria ONU, e que não há uma relação direta entre o uso da droga e a violência, ou seja, só cerca de 5% das pessoas que fazem uso de droga se envolvem em violência sob o seu efeito, ou seja, como resultado desse uso. A violência se dá como resultado do negócio em si, ou seja, do comércio (ajuste de contas entre traficantes, violência contra usuários que não pagam suas dívidas com traficantes, etc...).
Para Delazari o Paraguai segue sendo como o grande produtor da maconha que chega ao Brasil e sugere um grande esfoço diplomático para combater esse plantio.
O ex-Secretário afirmou que o trabalho das forças de segurança contra o narcotráfico nos dias de hoje pode ser comparado ao trabalho de enxugar gelo, mas não crê que possa haver uma liberalização das drogas em curto espaço de tempo na medida que os trabalhos das comissões da ONU estão apenas em fase de estudos, sugerindo que se inviste em campanhas de educação para evitar que as novas gerações usem drogas..
Veja o que já foi postado no Blog sobre o tema:
LIBERAÇÃO DA MACONHA NO JOGODO PODER 28.06.11
Os últimos dias foram marcados por um forte debate sobre a "liberação da maconha", a expressão mais utilizada para designar a pretensa alteração da lei para dar novo tratamento penal para os usuários da droga.
Afinal de contas, qual motivo a ONU tem levado figuras como os ex-presidentes Carter, Clinton, FHC e tantos outros mundo afora a defender esse novo conceito ?
O tema é interessante a todos e merece toda a atenção.
O Jogo do Poder vai entrar nesse debate a partir de amanhã, a partir das 23h, na Rede CNT.
Recebo o ex-Secretário de Segurança do Paraná e e-membro do Ministério Público do Paraná, Luiz Fernando Delazari, especialista em segurança pública e larga experiência no trato do tema.
Nos programas futuros traremos outras figuras igualmente entendidas na matéria e com o objetivo de buscar o melhor esclarecimento possível sobre a questão.
MACONHA: FRANCHISCINI AGORA QUER MANIFESTAÇÕES E PROPÕE PLEBISCITO 16.06.11
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) entrou numa área que gera muita controvérsia. Defende um plebiscito no Brasil sobre a legalização da maconha e diz que vai começar a colher assinaturas na Câmara dos Deputados na próxima semana. Ele é contra a legalização, mas considera o plebiscito fundamental para acabar com a discussão. Nesta sexta-feira, cerca de 3000 pessoas participaram de uma caminhada em Curitiba, na abertura da terceira Semana Antidrogas da Cidade.
Para quem era contra a marcha da maconha, posicionando-se contra as manifestações públicas a favor, o Deputado já avançou muito ao propor que a sociedade debata abertamente o tema, ou seja, agora abraçou a bandeira de que as manifestações devem ocorrer, pois elas são da própria essência do processo democrático do plebiscito.
PASTOR FAZ AUDIÊNCIA CONTRA MACONHA 27.05.11
Na onda da legalização da maconha, representantes da bancada evangélica organizam movimentos contra a ideia. No dia 17 de junho, será realizada em Curitiba uma audiência pública contra a legalização da droga. O autor é o vereador Pastor Valdemir Soares (PRB). Já a passeata a favor da liberação da maconha na capital já foi barrada pela Justiça três vezes em Curitiba. Para o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, o uso da droga pode ser um trampolim para o consumo de outros produtos ilícitos e deve ser combatido.
A iniciativa merece cumprimentos, pois trata-se do caminho correto para combater a idéia de legalização da droga.
O caminho escolhido ate agora por setores evangélicos foi o de proibir as manifestações a favor com medidas no Judiciário, que afrontam frontalmente a Constituição Federal, que assegura a plena liberdade de manifestação e expressão.
FRANCISCHINI QUE SITE DA MACONHA FORA DO AR 18.05.11
Outro paranaense que está aproveitando temas polêmicos é o deputado federal Fernando Francischini (PSDB). Ele entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República para pedir a retirada do ar do site oficial da Marcha da Maconha. O processo foi movido contra o Google. A Marcha da Maconha em Curitiba seria realizada no próximo final de semana e pretendia reunir pessoas que são a favor da liberalização da droga. No entanto, o movimento foi proibido por decisão do juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat. Francischini quer o fim do site e proibição da Marcha da Maconha em outras regiões do país.
DECISÃO JUDICIAL ATROPELA A CONSTITUIÇÃO E PROÍBE A MARCHA DA MACONHA 19.05.11
Pressão de setores da sociedade fez o juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expedir uma liminar proibindo a “Marcha da Maconha”, que seria realizada domingo. A iniciativa de barrar a manifestação partiu do deputado estadual Leonaldo Paranhos, que faz parte da bancada evangélica.
A decisão afronta a Constituição Cidadã de 1988, que veio para assegurar a todos os brasileiros a "livre manifestação do pensamento" (art. 5º, IV), o direito de "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público".
Vê-se como é singelo compreender que a proibição da tal marcha constitui um abuso, sobretudo porque a proibição vem orientada por razões de ordem religiosa.
21/05/2011
DEVANEIO ESQUERDISTA PARA O MST NA UFPr
Foi apresentada em reunião de Departamento da Faculdade de Direito da Universidade Federal uma proposta para criação de uma turma no curso de direito exclusivamente para o MST (movimento dos sem terra).
Aparentemente os autores da proposta estão a reconhecer que as turmas atualmente existentes na Faculdade de Direito da UFPr são incapazes de formar advogados para assumir a defesa das causas do MST e, assim, portanto, dali só saem profissionais comprometidos com as causas dos fazendeiros e capacitados a defender os interesses do poder econômico do campo e daí a razão de se criar uma turma só para pessoas ligadas ao MST.
Além de um equívoco político incrível, o que se poderia chamar de uma manifestação de esquerdismo, a famosa doença infantil do socialisto.
Má é também um desvio pedagógico estranho, constituindo uma proposta flagrantemente inconstitucional, pois cria no âmbito da Universidade Pública uma categoria de pessoas especiais.
Logo virá quem queira uma turma na Medicina, na Odontologia, na Filosofia ... só para o MST.
Não será estranho se vier a proposta de tais previlégios para os índios, homoafetivos ...
Aparentemente os autores da proposta estão a reconhecer que as turmas atualmente existentes na Faculdade de Direito da UFPr são incapazes de formar advogados para assumir a defesa das causas do MST e, assim, portanto, dali só saem profissionais comprometidos com as causas dos fazendeiros e capacitados a defender os interesses do poder econômico do campo e daí a razão de se criar uma turma só para pessoas ligadas ao MST.
Além de um equívoco político incrível, o que se poderia chamar de uma manifestação de esquerdismo, a famosa doença infantil do socialisto.
Má é também um desvio pedagógico estranho, constituindo uma proposta flagrantemente inconstitucional, pois cria no âmbito da Universidade Pública uma categoria de pessoas especiais.
Logo virá quem queira uma turma na Medicina, na Odontologia, na Filosofia ... só para o MST.
Não será estranho se vier a proposta de tais previlégios para os índios, homoafetivos ...
01/12/2011
Reflexão sobre segurança: Francischini com saudades do Delazari
Do Blog do Esmael Morais: RACHOU: “Sinto saudades do Delazari na Segurança”, diz Francichini 1 de dezembro de 2011 - 15:14 - Comente agora Delegado Francichini (PSDB). O deputado federal delegado Fernando Francischini (PSDB) participou nesta tarde da abertura do Seminário Anticorrupção, na Assembleia Legislativa do Paraná, ao lado do colega de parlamento João Arruda (PMDB), que preside a comissão especial, e do ex-secretário da Segurança Luiz Fernando Delazari. Lá pelas tantas, ao criticar a gestão na área da segurança, Francischini não economizou elogios ao ex-secretário de Roberto Requião (PMDB). “Sinto saudades do Delazari na Segurança. Ele era polêmico, mas tinha firmeza”, fuzilou o deputado tucano. Visivelmente irritado, Francischini também disse numa roda de conversas que a fissura no governo do estado “tende a aumentar” por causa da ausência de comando na segurança.
Segurança: Folha põe em xeque Gazeta do Povo
Na segunda-feira, 26.12, a Folha de S. Paulo veiculou matéria sob o título "CAUSA DE MORTE VIOLENTA É IGNORADA NO RJ".
Em resumo, Folha demonstra como o Estado do RJ é o primeiro do país na estatística do sistema de saúde em mortes violentas não esclarecidas, ou seja, lá mais da metade de óbitos por causas externas ficam sem explicação dos seus motivos.
Vale dizer, se um cadáver é encontrado com evidências de uma morte violenta (esfaqueado, com um tiro na testa, estrangulamento ou qualquer outra forma característica de um assassinato) e não existe explicação para o evento, ou seja, não é explicada pela polícia, a morte vai para a estatística de óbito sem motivo identificado e isso produz distorções no controle dos índices oficiais de violência do Estado.
Os pesquisadores consultados pela Folha descartam a hipótese do governo do Rio tentar maquiar estatísticas de homicídio escondendo causas de morte na saúde, já que o número de homicídios da Secretaria de Segurança supera os registros da saúde. Mas argumentam que a precariedade dos dados enviados ao DataSus tira da sociedade a capacidade de comparar as duas bases, o que poderia até dar mais credibilidade aos números produzidos pela Secretaria de Segurança a partir de registros policiais.
Trata-se de um aspecto importante porque a base de dados do DataSus é a única fonte que permite a comparação com outros estados e países, já que segue o padrão internacional de codificação da mortalidade.
O levantamento realizado pela Folha apresenta a proporção de ocorrências com causas não identificadas no SUS em 2010 e ao comparar os Estados é que se vê o Rio de Janeiro com um alarmante índice de 27% de óbitos lançados como sem motivo identificado, embora decorrentes de morte violenta (causas externas).
Nessa radiografia o Paraná aparece com 3%, sendo que em anos anteriores esse percentual estava abaixo de 2%.
São Paulo aparece com 12% e aí o trabalho da Folha de S. Paulo coloca em xeque recentes trabalhos realizados pela Gazeta do Povo, que classificaram Curitiba como uma cidade violenta, mais violenta que São Paulo.
Creio que os elementos trazidos pela Folha de S. Paulo, que, na verdade, já haviam sido revelados anteriormente por um trabalho realizado pelo economista Daniel Cerqueira, do IPEA, deveriam levar os profissionais da Gazeta do Povo a refletir sobre os números com os quais o conceituado jornal paranaense vem trabalhando, pois as matérias veiculadas, com chamadas na capa, comparam Curitiba com São Paulo e induzem uma sensação que por estar equivocada sobre a segurança pública no Paraná e particularmente em Curitiba.
A análise da segurança pública feita sem base científica ou sobre números manipulados leva a inevitáveis erros de conclusão.
Essas distorções já haviam sido alertadas pelo ex-Secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, no Jogo do Poder, referindo precisamente a prática de de alguns Estados de omitir, involuntária ou intencionalmente, dos índices oficiais de violência os óbitos de causas externas sem motivo identificados (veja os textos seguintes).
Os dados da Folha recomendam a reflexão e o debate.
Veja o que o Blog já expôs sobre esse debate:
24/10/2011
Para refletir sobre violência em Curitiba, São Paulo, Rio ... no Brasil.
Tenho sido um atento leitor do debate sobre segurança pública no Brasil. Procuro estar mais atento ainda quando o debate se refere ao Paraná e mais especialmente Curitiba e sua região metropolitana e, não raro, tenho lido textos induzindo que Curitiba tem se tornado cada vez mais violenta e que seus índices superam o de outras grandes cidades, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro.
Mais de uma vez questionei o ex-Secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, sobre essa suposta prevalência da violência em Curitiba sobre São Paulo e Rio de Janeiro. O ex-Secretário sempre negou com firmeza a correção desses dados e em uma das ocasiões que conversamos sobre o tema ele referiu que as estatísticas de outras cidades não eram tão confiáveis quanto as de Curitiba. Delazari informou que em São Paulo, por exemplo, se uma pessoa é encontrada morta com um tiro na testa em um esgoto a ocorrência vai para a estatística como morte não esclarecida.
No Paraná, segundo Delazari, vai para a estatística como homicídio.
Os jornais de ontem veicularem texto de Elio Gaspari exatamente sobre esse tema, mas referindo-se ao Rio de Janeiro.
Vale a pena a leitura:
"Pacificaram as estatísticas da morte no Rio Elio Gaspari O economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, concluiu um trabalho intitulado "Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro". Ele demonstra que, desde 2007, as estatísticas de segurança no estado sofreram um processo de pacificação. Segundo os números oficiais, os homicídios caíram de 7.099, em 2006, para 6.304, em 2007, e 5.064, em 2009. Beleza, uma queda de 28,7%. Cerqueira foi atrás de outro número, o das mortes violentas provocadas por causas externas "indeterminadas". O cadáver vai ao legista, e ele não diz se foi homicídio, acidente ou suicídio. Até 2006, a taxa do Rio caía de 13 para 10 mortos para cada cem mil habitantes. A do Brasil, de seis para cinco, onde permanece. Em 2007, início do governo de Sérgio Cabral, os "indeterminados" passaram a ser 20 para cada cem mil habitantes. Em 2009 foram 22, ou seja, 3.615 almas. Com 8% da população do país, o Rio produziu 27% dos "indeterminados" nacionais. Entre 2000 e 2006, o número de mortos por armas de fogo, sem que se pudesse dizer se foi acidente, suicídio ou homicídio, baixara para 148. A partir de 2007, os casos "indeterminados" cresceram e, em 2009, chegaram a 538, um aumento de 263%. São Paulo, com uma população três vezes maior, registrou 145 casos. Cerqueira foi além. Buscou o perfil das vítimas registradas expressamente como de homicídio, acidente ou suicídios. Geralmente, de cada dez pessoas mortas por causa externa violenta, oito foram assassinadas. Essa vítima tende a ser parda e jovem, tem baixa escolaridade e morre na rua. Comparou esse perfil com os dos "indeterminados" e foi na mosca. Ele morreu de tiro, estava na rua, era pardo e tinha entre 4 e 7 anos de estudo. Fazendo o mesmo teste com os "indeterminados" anteriores a 2006, o economista estimou que no Rio, na média, pacificavam-se 1.600 homicídios a cada ano. Em 2009, pacificaram-se 3.165. Com a palavra Daniel Cerqueira: "Um último número chama a atenção, por ser completamente escandaloso, seja do ponto de vista da falência do sistema médico legal no estado, seja por conspirar contra os direitos mais básicos do cidadão, de ter reconhecido o fim da sua existência: apenas em 2009, 2.797 pessoas morreram de morte violenta no Rio de Janeiro, e o estado não conseguiu apurar não apenas se foi ou não um homicídio, mas não conseguiu sequer descobrir o meio ou o instrumento que gerou o óbito. Morreu por quê? Morreu de quê?" Num exercício que não é da autoria de Cerqueira, se o Rio tivesse permanecido na taxa de "indeterminados" de 2006 e se 80% dos pacificados de 2009 fossem classificados como homicídios, a feliz estatística daquele ano passaria de 5.064 para 7.956 mortos. Os números dessa pacificação saem dos serviços de medicina legal dos sistemas de segurança dos estados e dos municípios, mas as tabulações nacionais são concluídas pelo Ministério da Saúde. Se os doutores de Brasília percebessem que estão propagando informações desprovidas de nexo, como se rinocerontes se banhassem na Praia do Arpoador, algumas auditorias seriam suficientes para acabar com a distribuição de gatos como se fossem lebres. Serviço: "Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro" está no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública".
Permito-me agora reproduzir um texto que postei aqui, em 01.05.11, exatamente sobre a questão da violência em Curitiba. Recomendo a leitura.
VOU MUDAR PARA SÃO PAULO
"CURITIBA É TRÊS VEZES MAIS VIOLENTA QUE SÃO PAULO". Manchete da Gazeta do Povo de hoje no caderno Vida e Cidadania, assinada por Aline Peres e Diego Ribeiro.
Nasci em Curitiba e moro aqui. Sou advogado e o mínimo que poderia fazer era atender a chamada de capa do jornal e ler a matéria. Há erros elementares. Comparam os dados de São Paulo e de Curitiba usando informações estatísticas coletadas através de metodologias diferenças e por estruturas diferentes. O que é morte violenta em São Paulo ? Um cadáver achado em SP, cuja morte não é desvendada, é considerada morte violenta ? Os dados de São Paulo são coletados obedecendo o mesmo padrão de Curitiba ? A matéria apresenta depoimemntos dos sociólogos Ignácio Cano (UFRJ) e Lindomar Bonetti (PUC/PR)como se eles tivessem estudado os dados de Curitiba e de São Paulo pormenorizadamente. Assim, a matéria veicula os seus depoimentos como se estivessem corroborando com a manchete. Não sei como eles foram cair nessa. A matéria esclarece, singelamente: "A metodologia usada há dois anos pela Gazeta do Povo, por causa da inconstância na divulgação dos dados oficiais pela Sesp, considera somente vítimas de mortes violentas cometidas por arma de fogo, arma branca e por agressão". E os dados de São Paulo e Rio ? São constantes, seguros e idôneos ? O jornal pode atestar isso com a mesma convicção que nega veracidade aos da SESP ? Caminho pelas ruas de Curitiba e não vejo uma cidade deteriorada. Não constato um estado de guerra como em certas regiões de SP, onde também vou sempre. Em Curitiba não há regiões interditadas pela criminalidade, onde a polícia e o Estado não podem entrar. A sensação das populações de Curitiba e SP, segundo as pesquisas já realizadas, são bem diferentes. Se Curitiba fosse 3 vezes mais violenta que SP seria, seguramente, o inferno. Estranha a reportagem. Com a palavra a SESP e a Secretaria de Segurança de Curitiba.
Em resumo, Folha demonstra como o Estado do RJ é o primeiro do país na estatística do sistema de saúde em mortes violentas não esclarecidas, ou seja, lá mais da metade de óbitos por causas externas ficam sem explicação dos seus motivos.
Vale dizer, se um cadáver é encontrado com evidências de uma morte violenta (esfaqueado, com um tiro na testa, estrangulamento ou qualquer outra forma característica de um assassinato) e não existe explicação para o evento, ou seja, não é explicada pela polícia, a morte vai para a estatística de óbito sem motivo identificado e isso produz distorções no controle dos índices oficiais de violência do Estado.
Os pesquisadores consultados pela Folha descartam a hipótese do governo do Rio tentar maquiar estatísticas de homicídio escondendo causas de morte na saúde, já que o número de homicídios da Secretaria de Segurança supera os registros da saúde. Mas argumentam que a precariedade dos dados enviados ao DataSus tira da sociedade a capacidade de comparar as duas bases, o que poderia até dar mais credibilidade aos números produzidos pela Secretaria de Segurança a partir de registros policiais.
Trata-se de um aspecto importante porque a base de dados do DataSus é a única fonte que permite a comparação com outros estados e países, já que segue o padrão internacional de codificação da mortalidade.
O levantamento realizado pela Folha apresenta a proporção de ocorrências com causas não identificadas no SUS em 2010 e ao comparar os Estados é que se vê o Rio de Janeiro com um alarmante índice de 27% de óbitos lançados como sem motivo identificado, embora decorrentes de morte violenta (causas externas).
Nessa radiografia o Paraná aparece com 3%, sendo que em anos anteriores esse percentual estava abaixo de 2%.
São Paulo aparece com 12% e aí o trabalho da Folha de S. Paulo coloca em xeque recentes trabalhos realizados pela Gazeta do Povo, que classificaram Curitiba como uma cidade violenta, mais violenta que São Paulo.
Creio que os elementos trazidos pela Folha de S. Paulo, que, na verdade, já haviam sido revelados anteriormente por um trabalho realizado pelo economista Daniel Cerqueira, do IPEA, deveriam levar os profissionais da Gazeta do Povo a refletir sobre os números com os quais o conceituado jornal paranaense vem trabalhando, pois as matérias veiculadas, com chamadas na capa, comparam Curitiba com São Paulo e induzem uma sensação que por estar equivocada sobre a segurança pública no Paraná e particularmente em Curitiba.
A análise da segurança pública feita sem base científica ou sobre números manipulados leva a inevitáveis erros de conclusão.
Essas distorções já haviam sido alertadas pelo ex-Secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, no Jogo do Poder, referindo precisamente a prática de de alguns Estados de omitir, involuntária ou intencionalmente, dos índices oficiais de violência os óbitos de causas externas sem motivo identificados (veja os textos seguintes).
Os dados da Folha recomendam a reflexão e o debate.
Veja o que o Blog já expôs sobre esse debate:
24/10/2011
Para refletir sobre violência em Curitiba, São Paulo, Rio ... no Brasil.
Tenho sido um atento leitor do debate sobre segurança pública no Brasil. Procuro estar mais atento ainda quando o debate se refere ao Paraná e mais especialmente Curitiba e sua região metropolitana e, não raro, tenho lido textos induzindo que Curitiba tem se tornado cada vez mais violenta e que seus índices superam o de outras grandes cidades, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro.
Mais de uma vez questionei o ex-Secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, sobre essa suposta prevalência da violência em Curitiba sobre São Paulo e Rio de Janeiro. O ex-Secretário sempre negou com firmeza a correção desses dados e em uma das ocasiões que conversamos sobre o tema ele referiu que as estatísticas de outras cidades não eram tão confiáveis quanto as de Curitiba. Delazari informou que em São Paulo, por exemplo, se uma pessoa é encontrada morta com um tiro na testa em um esgoto a ocorrência vai para a estatística como morte não esclarecida.
No Paraná, segundo Delazari, vai para a estatística como homicídio.
Os jornais de ontem veicularem texto de Elio Gaspari exatamente sobre esse tema, mas referindo-se ao Rio de Janeiro.
Vale a pena a leitura:
"Pacificaram as estatísticas da morte no Rio Elio Gaspari O economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, concluiu um trabalho intitulado "Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro". Ele demonstra que, desde 2007, as estatísticas de segurança no estado sofreram um processo de pacificação. Segundo os números oficiais, os homicídios caíram de 7.099, em 2006, para 6.304, em 2007, e 5.064, em 2009. Beleza, uma queda de 28,7%. Cerqueira foi atrás de outro número, o das mortes violentas provocadas por causas externas "indeterminadas". O cadáver vai ao legista, e ele não diz se foi homicídio, acidente ou suicídio. Até 2006, a taxa do Rio caía de 13 para 10 mortos para cada cem mil habitantes. A do Brasil, de seis para cinco, onde permanece. Em 2007, início do governo de Sérgio Cabral, os "indeterminados" passaram a ser 20 para cada cem mil habitantes. Em 2009 foram 22, ou seja, 3.615 almas. Com 8% da população do país, o Rio produziu 27% dos "indeterminados" nacionais. Entre 2000 e 2006, o número de mortos por armas de fogo, sem que se pudesse dizer se foi acidente, suicídio ou homicídio, baixara para 148. A partir de 2007, os casos "indeterminados" cresceram e, em 2009, chegaram a 538, um aumento de 263%. São Paulo, com uma população três vezes maior, registrou 145 casos. Cerqueira foi além. Buscou o perfil das vítimas registradas expressamente como de homicídio, acidente ou suicídios. Geralmente, de cada dez pessoas mortas por causa externa violenta, oito foram assassinadas. Essa vítima tende a ser parda e jovem, tem baixa escolaridade e morre na rua. Comparou esse perfil com os dos "indeterminados" e foi na mosca. Ele morreu de tiro, estava na rua, era pardo e tinha entre 4 e 7 anos de estudo. Fazendo o mesmo teste com os "indeterminados" anteriores a 2006, o economista estimou que no Rio, na média, pacificavam-se 1.600 homicídios a cada ano. Em 2009, pacificaram-se 3.165. Com a palavra Daniel Cerqueira: "Um último número chama a atenção, por ser completamente escandaloso, seja do ponto de vista da falência do sistema médico legal no estado, seja por conspirar contra os direitos mais básicos do cidadão, de ter reconhecido o fim da sua existência: apenas em 2009, 2.797 pessoas morreram de morte violenta no Rio de Janeiro, e o estado não conseguiu apurar não apenas se foi ou não um homicídio, mas não conseguiu sequer descobrir o meio ou o instrumento que gerou o óbito. Morreu por quê? Morreu de quê?" Num exercício que não é da autoria de Cerqueira, se o Rio tivesse permanecido na taxa de "indeterminados" de 2006 e se 80% dos pacificados de 2009 fossem classificados como homicídios, a feliz estatística daquele ano passaria de 5.064 para 7.956 mortos. Os números dessa pacificação saem dos serviços de medicina legal dos sistemas de segurança dos estados e dos municípios, mas as tabulações nacionais são concluídas pelo Ministério da Saúde. Se os doutores de Brasília percebessem que estão propagando informações desprovidas de nexo, como se rinocerontes se banhassem na Praia do Arpoador, algumas auditorias seriam suficientes para acabar com a distribuição de gatos como se fossem lebres. Serviço: "Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro" está no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública".
Permito-me agora reproduzir um texto que postei aqui, em 01.05.11, exatamente sobre a questão da violência em Curitiba. Recomendo a leitura.
VOU MUDAR PARA SÃO PAULO
"CURITIBA É TRÊS VEZES MAIS VIOLENTA QUE SÃO PAULO". Manchete da Gazeta do Povo de hoje no caderno Vida e Cidadania, assinada por Aline Peres e Diego Ribeiro.
Nasci em Curitiba e moro aqui. Sou advogado e o mínimo que poderia fazer era atender a chamada de capa do jornal e ler a matéria. Há erros elementares. Comparam os dados de São Paulo e de Curitiba usando informações estatísticas coletadas através de metodologias diferenças e por estruturas diferentes. O que é morte violenta em São Paulo ? Um cadáver achado em SP, cuja morte não é desvendada, é considerada morte violenta ? Os dados de São Paulo são coletados obedecendo o mesmo padrão de Curitiba ? A matéria apresenta depoimemntos dos sociólogos Ignácio Cano (UFRJ) e Lindomar Bonetti (PUC/PR)como se eles tivessem estudado os dados de Curitiba e de São Paulo pormenorizadamente. Assim, a matéria veicula os seus depoimentos como se estivessem corroborando com a manchete. Não sei como eles foram cair nessa. A matéria esclarece, singelamente: "A metodologia usada há dois anos pela Gazeta do Povo, por causa da inconstância na divulgação dos dados oficiais pela Sesp, considera somente vítimas de mortes violentas cometidas por arma de fogo, arma branca e por agressão". E os dados de São Paulo e Rio ? São constantes, seguros e idôneos ? O jornal pode atestar isso com a mesma convicção que nega veracidade aos da SESP ? Caminho pelas ruas de Curitiba e não vejo uma cidade deteriorada. Não constato um estado de guerra como em certas regiões de SP, onde também vou sempre. Em Curitiba não há regiões interditadas pela criminalidade, onde a polícia e o Estado não podem entrar. A sensação das populações de Curitiba e SP, segundo as pesquisas já realizadas, são bem diferentes. Se Curitiba fosse 3 vezes mais violenta que SP seria, seguramente, o inferno. Estranha a reportagem. Com a palavra a SESP e a Secretaria de Segurança de Curitiba.
A MACONHA E O STF
Pelo seu Twitter o Desembargador paranaense Rabello Filho destacou notícia do Site do STF, que reproduzo adiante, dando conta que o STF poderá dar início, na prática, à liberação do uso da maconha. Anotou o Desembargador Rabello que: "Portar droga para uso próprio é crime ou direito individual à individualidade e à vida privada? É o que dirá o STF".
Veja:
Notícias STF
Quinta-feira, 22 de dezembro de 2011.
Porte de droga para consumo próprio é tema de repercussão geral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por meio do Plenário Virtual, a existência de repercussão geral na questão em debate no recurso sobre a constitucionalidade de dispositivo da Lei de Tóxicos (Lei 11.343/2006), o qual tipifica como crime o uso de drogas para consumo próprio. A matéria é discutida no Recurso Extraordinário (RE) 635659, à luz do inciso X do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura o direito à intimidade e à vida privada.
No recurso de relatoria do ministro Gilmar Mendes, a Defensoria Pública de São Paulo questiona a constitucionalidade do artigo 28 da Lei 11.343/2006, que classifica como crime o porte de entorpecentes para consumo pessoal. Para a requerente, o dispositivo contraria o princípio da intimidade e vida privada, pois a conduta de portar drogas para uso próprio não implica lesividade, princípio básico do direito penal, uma vez que não causa lesão a bens jurídicos alheios.
A Defensoria Pública argumenta que “o porte de drogas para uso próprio não afronta a chamada ‘saúde pública’ (objeto jurídico do delito de tráfico de drogas), mas apenas, e quando muito, a saúde pessoal do próprio usuário”.
No RE, a requerente questiona acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível de Diadema (SP) que, com base nessa legislação, manteve a condenação de um usuário à pena de dois meses de prestação de serviços à comunidade. Ao manifestar-se pela repercussão geral da matéria discutida no recurso, o ministro Gilmar Mendes destacou a relevância social e jurídica do tema. “Trata-se de discussão que alcança, certamente, grande número de interessados, sendo necessária a manifestação desta Corte para a pacificação da matéria”, frisou.
A decisão do STF proveniente da análise desse recurso deverá ser aplicada posteriormente, após o julgamento de mérito, pelas outras instâncias do Poder Judiciário, em casos idênticos. MC/AD. Processos relacionados: RE 635659.
Veja outras postagens do Blog sobre o tema:
25/06/2011
MACONHA: DELAZARI NÃO CRÊ EM LIBERAÇÃO JÁ
No Jogo do Poder que foi ao ar, ao vivo, pela Rede CNT no último domingo, 29.06.11, o ex-membro do Ministério Público do Paraná e ex-Secretário de Segurança do Estado, compareceu para falar sobre a liberação da maconha. Foi o primeiro de uma série de programas que faremos para debater o assunto. Delarazi esclareceu a origem do debate sobre a liberação de drogas, informando que no início dos anos 90 a ONU decidiu constituir comissões internas para estudar os resultados que vinham sendo obtidos no combate ao crime organizado, que vai desde venda ilegal de armas, tráfico de pessoas e drogas. Em relação as drogas o que se constatou até aqui é que os estados nacionais estão gastando milhões de dólares e os resultados são totalmente insatisfatórios, pois o consumo de drogas está aumentando no mundo todo.
Delazari esclareceu que é disso que resulta que figuras importantes da política mundial passaram a defender a tese liberação do uso de drogas, no caso do Brasil, o ex-Presidente FHC abraçou a bandeira. O entrevistado esclareceu que, apesar do que se imagina, não são as drogas sintéticas, tal como o crack, as mais consumidas no Brasil e sim a maconha, apontando para recente levantamento efetuado pela própria ONU, e que não há uma relação direta entre o uso da droga e a violência, ou seja, só cerca de 5% das pessoas que fazem uso de droga se envolvem em violência sob o seu efeito, ou seja, como resultado desse uso.
A violência se dá como resultado do negócio em si, ou seja, do comércio (ajuste de contas entre traficantes, violência contra usuários que não pagam suas dívidas com traficantes, etc...). Para Delazari o Paraguai segue sendo como o grande produtor da maconha que chega ao Brasil e sugere um grande esfoço diplomático para combater esse plantio. O ex-Secretário afirmou que o trabalho das forças de segurança contra o narcotráfico nos dias de hoje pode ser comparado ao trabalho de enxugar gelo, mas não crê que possa haver uma liberalização das drogas em curto espaço de tempo na medida que os trabalhos das comissões da ONU estão apenas em fase de estudos, sugerindo que se invista em campanhas de educação para evitar que as novas gerações usem drogas.
28.06.11
LIBERAÇÃO DA MACONHA NO JOGODO PODER.
Os últimos dias foram marcados por um forte debate sobre a "liberação da maconha", a expressão mais utilizada para designar a pretensa alteração da lei para dar novo tratamento penal para os usuários da droga. Afinal de contas, qual motivo a ONU tem levado figuras como os ex-presidentes Carter, Clinton, FHC e tantos outros mundo afora a defender esse novo conceito ? O tema é interessante a todos e merece toda a atenção.
O Jogo do Poder vai entrar nesse debate a partir de amanhã, a partir das 23h, na Rede CNT. Recebo o ex-Secretário de Segurança do Paraná e e-membro do Ministério Público do Paraná, Luiz Fernando Delazari, especialista em segurança pública e larga experiência no trato do tema. Nos programas futuros traremos outras figuras igualmente entendidas na matéria e com o objetivo de buscar o melhor esclarecimento possível sobre a questão.
16.06.11
MACONHA: FRANCHISCINI AGORA QUER MANIFESTAÇÕES E PROPÕE PLEBISCITO
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) entrou numa área que gera muita controvérsia. Defende um plebiscito no Brasil sobre a legalização da maconha e diz que vai começar a colher assinaturas na Câmara dos Deputados na próxima semana. Ele é contra a legalização, mas considera o plebiscito fundamental para acabar com a discussão. Nesta sexta-feira, cerca de 3000 pessoas participaram de uma caminhada em Curitiba, na abertura da terceira Semana Antidrogas da Cidade. Para quem era contra a marcha da maconha, posicionando-se contra as manifestações públicas a favor, o Deputado já avançou muito ao propor que a sociedade debata abertamente o tema, ou seja, agora abraçou a bandeira de que as manifestações devem ocorrer, pois elas são da própria essência do processo democrático do plebiscito.
27.05.11
PASTOR FAZ AUDIÊNCIA CONTRA MACONHA Na onda da legalização da maconha, representantes da bancada evangélica organizam movimentos contra a ideia. No dia 17 de junho, será realizada em Curitiba uma audiência pública contra a legalização da droga. O autor é o vereador Pastor Valdemir Soares (PRB). Já a passeata a favor da liberação da maconha na capital já foi barrada pela Justiça três vezes em Curitiba. Para o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, o uso da droga pode ser um trampolim para o consumo de outros produtos ilícitos e deve ser combatido. A iniciativa merece cumprimentos, pois trata-se do caminho correto para combater a idéia de legalização da droga. O caminho escolhido ate agora por setores evangélicos foi o de proibir as manifestações a favor com medidas no Judiciário, que afrontam frontalmente a Constituição Federal, que assegura a plena liberdade de manifestação e expressão.
18.05.11
FRANCISCHINI QUE SITE DA MACONHA FORA DO AR.
Outro paranaense que está aproveitando temas polêmicos é o deputado federal Fernando Francischini (PSDB). Ele entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República para pedir a retirada do ar do site oficial da Marcha da Maconha. O processo foi movido contra o Google. A Marcha da Maconha em Curitiba seria realizada no próximo final de semana e pretendia reunir pessoas que são a favor da liberalização da droga. No entanto, o movimento foi proibido por decisão do juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat. Francischini quer o fim do site e proibição da Marcha da Maconha em outras regiões do país.
19.0511
DECISÃO JUDICIAL ATROPELA A CONSTITUIÇÃO E PROÍBE A MARCHA DA MACONHA.
Pressão de setores da sociedade fez o juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expedir uma liminar proibindo a “Marcha da Maconha”, que seria realizada domingo.
A iniciativa de barrar a manifestação partiu do deputado estadual Leonaldo Paranhos, que faz parte da bancada evangélica. A decisão afronta a Constituição Cidadã de 1988, que veio para assegurar a todos os brasileiros a "livre manifestação do pensamento" (art. 5º, IV), o direito de "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público". Vê-se como é singelo compreender que a proibição da tal marcha constitui um abuso, sobretudo porque a proibição vem orientada por razões de ordem religiosa.
Reações: 9 comentários:
Anônimo disse... Maconheiro não faz guerra, faz amor. Chega de hipocrisia, vamos liberar a maconha e evitar exposição dessas pessoas aos traficantes - esses sim oferecem drogas mais pesadas. 25/6/11
Andrea disse... Por isto sou a favor das manifestações públicas.Forçam as discussões e análises sérias de questões que interessam a toda a coletividade, possibilitando a tomada de decisões corretas! 26/6/11 geldoni disse... Tema interessante para debate mas temos outras prioridades antes disso como educação, sem educação a exposição a toda e qualquer droga torna-se mais perigoso. Não esqueçamos que droga é droga. 26/6/11
Anônimo disse... Eh? Maconheiro não faz guerra? ou vc é um, ou não tem um na tua casa. So quem tem, sabe o sofrimento e a dor q essa gente traz para os que estao perto. Tenho uma irmã viciada em maconha que roubou ate o dinheiro da compra de uma casa do meu falecido pai, alem de viciar os dois filhos , viciou uma sobrinha.Nunca foi presa e nem investigada porque ela acusa o Juiz de Direito da cidadezinha onde mora de comer nas mãos dela e a dar maconha p ela desde q tinha 13 anos.E outros do poder politico.Ela sempre fez o que quis dentro da cidade. Hoje ela tem dinheiro e nunca investigaram da onde.Do marido q é caminhoneiro quem sabe. Ou herança né? Nem dos parentes proximos "donos de jogo do bicho" nunca investigaram nada. Libera e familias inteiras honestas terao que sair do País como falou uma mocinha advogada no twitter e como eu saí por um tempo porque fui perseguida por amigos dela por não ser usuaria. 26/6/11
Blog do Mario Mello disse... Descriminalizar o uso, para não prejudicar o usuario eu acho razoavel, pois, o restante relativo a esse tema é muito polemico. Hoje, drogas e trafico de armas e violência andam de mãos dadas. São irmãos gemeos.Drogas, são drogas (vide cigarro, alcool etc..)- Infelizmente o romantismo dos usuarios dos anos 60 e 70 e todo glamour que envolvia o uso da maconha - cedeu espaço para o CRIME e a VIOLENCIA. Sinceramente, eu particularmente tenho receio de que a liberação pura e simples da maconha - possa minimizar a violência. 26/6/11
JO•♥• disse... Sou radicalmente contra pois penso que abrirá precedentes e até quem sabe, jurisprudência, para que as demais sejam da mesma forma liberadas!! Minha preocupação é com as gerações que virão e que encontrarão condições favoráveis para iniciação ao uso, seja, é LEGAL portanto ñ deve ser nocivo. Alguns governos, como o da Suiça e da Austrália, adotam políticas públicas nesse sentido:" Se não se pode c/ o inimigo aliemo-nos a ele"!!!!Entendo que não deva ser essa a solução, jamais... e sim investir no combate ao tráfico e unidades de recuperação de usuários e/ou dependentes! É de fato mais 'oneroso e custoso', sendo assim 'eles' pensam: "Vamos liberar geral"!! Pois único que vem atuando é o Sistema prisional que encontra-se há muito sem condições de receber diariamente 'traficantes aviõezinhos' (os lambaris) pois os tubarões do tráfico na maioria das vezes não são 'pegos' e punidos... falta estrutura no combate, prevenção sobretudo na recuperação! Ao invés de liberar o consumo e o livre comércio o governo deveria cumprir promessa de campanha: Aumento do efetivo policial e melhora das suas condições de trabalho, combate rígido ao tráfico e acesso a tratamentos de recuperação p/ os dependentes que acabam mantendo o ilícito! Trabalho c/ dependentes em (tentativa) recuperação e sei do sofrimento deles e das suas famílias, bem como a dificuldade que enfrentamos (como profissionais de saúde) para manter os programa (Fed c/ contrapartida do Município) c/ parcos e insuficientes recursos!! Minha humilde opinião enquanto mãe e profissional da área de saúde. 26/6/11
SILVA FILHO disse... Boa noite Apresentador e Advogado Luiz Rocha. Primeiramente, parabéns pelo programa. Porque o governo federal, estadual e municipal não adotam as forças armadas, como sua fiel proteção nas fronteiras? A meu ver, é a única possibilidade de se obter resultados satisfatórios e rápidos, visto que é evidente a corrupção policial, a falta de estrutura, seja logistica e de inteligência. O Estado não consegue controlar a entrada e venda da droga, com os recursos atuais, liberar com qual objetivo? Será que Estado pensa em arrecadar dinheiro através de impostos? Qual será o traficante que pagará impostos? Liberar a droga é condenar a familia a crises infindaveis e dolorosas, comprometendo até o ensino educacional, onde hoje já é possível ver o poder dos traficantes. Grato pelo espaço. Espero contar com sua presença e do Secretário Delazari no Blog Silva Filho. Sucesso. Julio Filho 26/6/11 luis fernando dos santos egidio disse... A maconha mau utilizada e droga. A franca e os estados unidos utiLizam como biodiesel. 26/6/11
Veja:
Notícias STF
Quinta-feira, 22 de dezembro de 2011.
Porte de droga para consumo próprio é tema de repercussão geral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por meio do Plenário Virtual, a existência de repercussão geral na questão em debate no recurso sobre a constitucionalidade de dispositivo da Lei de Tóxicos (Lei 11.343/2006), o qual tipifica como crime o uso de drogas para consumo próprio. A matéria é discutida no Recurso Extraordinário (RE) 635659, à luz do inciso X do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura o direito à intimidade e à vida privada.
No recurso de relatoria do ministro Gilmar Mendes, a Defensoria Pública de São Paulo questiona a constitucionalidade do artigo 28 da Lei 11.343/2006, que classifica como crime o porte de entorpecentes para consumo pessoal. Para a requerente, o dispositivo contraria o princípio da intimidade e vida privada, pois a conduta de portar drogas para uso próprio não implica lesividade, princípio básico do direito penal, uma vez que não causa lesão a bens jurídicos alheios.
A Defensoria Pública argumenta que “o porte de drogas para uso próprio não afronta a chamada ‘saúde pública’ (objeto jurídico do delito de tráfico de drogas), mas apenas, e quando muito, a saúde pessoal do próprio usuário”.
No RE, a requerente questiona acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível de Diadema (SP) que, com base nessa legislação, manteve a condenação de um usuário à pena de dois meses de prestação de serviços à comunidade. Ao manifestar-se pela repercussão geral da matéria discutida no recurso, o ministro Gilmar Mendes destacou a relevância social e jurídica do tema. “Trata-se de discussão que alcança, certamente, grande número de interessados, sendo necessária a manifestação desta Corte para a pacificação da matéria”, frisou.
A decisão do STF proveniente da análise desse recurso deverá ser aplicada posteriormente, após o julgamento de mérito, pelas outras instâncias do Poder Judiciário, em casos idênticos. MC/AD. Processos relacionados: RE 635659.
Veja outras postagens do Blog sobre o tema:
25/06/2011
MACONHA: DELAZARI NÃO CRÊ EM LIBERAÇÃO JÁ
No Jogo do Poder que foi ao ar, ao vivo, pela Rede CNT no último domingo, 29.06.11, o ex-membro do Ministério Público do Paraná e ex-Secretário de Segurança do Estado, compareceu para falar sobre a liberação da maconha. Foi o primeiro de uma série de programas que faremos para debater o assunto. Delarazi esclareceu a origem do debate sobre a liberação de drogas, informando que no início dos anos 90 a ONU decidiu constituir comissões internas para estudar os resultados que vinham sendo obtidos no combate ao crime organizado, que vai desde venda ilegal de armas, tráfico de pessoas e drogas. Em relação as drogas o que se constatou até aqui é que os estados nacionais estão gastando milhões de dólares e os resultados são totalmente insatisfatórios, pois o consumo de drogas está aumentando no mundo todo.
Delazari esclareceu que é disso que resulta que figuras importantes da política mundial passaram a defender a tese liberação do uso de drogas, no caso do Brasil, o ex-Presidente FHC abraçou a bandeira. O entrevistado esclareceu que, apesar do que se imagina, não são as drogas sintéticas, tal como o crack, as mais consumidas no Brasil e sim a maconha, apontando para recente levantamento efetuado pela própria ONU, e que não há uma relação direta entre o uso da droga e a violência, ou seja, só cerca de 5% das pessoas que fazem uso de droga se envolvem em violência sob o seu efeito, ou seja, como resultado desse uso.
A violência se dá como resultado do negócio em si, ou seja, do comércio (ajuste de contas entre traficantes, violência contra usuários que não pagam suas dívidas com traficantes, etc...). Para Delazari o Paraguai segue sendo como o grande produtor da maconha que chega ao Brasil e sugere um grande esfoço diplomático para combater esse plantio. O ex-Secretário afirmou que o trabalho das forças de segurança contra o narcotráfico nos dias de hoje pode ser comparado ao trabalho de enxugar gelo, mas não crê que possa haver uma liberalização das drogas em curto espaço de tempo na medida que os trabalhos das comissões da ONU estão apenas em fase de estudos, sugerindo que se invista em campanhas de educação para evitar que as novas gerações usem drogas.
28.06.11
LIBERAÇÃO DA MACONHA NO JOGODO PODER.
Os últimos dias foram marcados por um forte debate sobre a "liberação da maconha", a expressão mais utilizada para designar a pretensa alteração da lei para dar novo tratamento penal para os usuários da droga. Afinal de contas, qual motivo a ONU tem levado figuras como os ex-presidentes Carter, Clinton, FHC e tantos outros mundo afora a defender esse novo conceito ? O tema é interessante a todos e merece toda a atenção.
O Jogo do Poder vai entrar nesse debate a partir de amanhã, a partir das 23h, na Rede CNT. Recebo o ex-Secretário de Segurança do Paraná e e-membro do Ministério Público do Paraná, Luiz Fernando Delazari, especialista em segurança pública e larga experiência no trato do tema. Nos programas futuros traremos outras figuras igualmente entendidas na matéria e com o objetivo de buscar o melhor esclarecimento possível sobre a questão.
16.06.11
MACONHA: FRANCHISCINI AGORA QUER MANIFESTAÇÕES E PROPÕE PLEBISCITO
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) entrou numa área que gera muita controvérsia. Defende um plebiscito no Brasil sobre a legalização da maconha e diz que vai começar a colher assinaturas na Câmara dos Deputados na próxima semana. Ele é contra a legalização, mas considera o plebiscito fundamental para acabar com a discussão. Nesta sexta-feira, cerca de 3000 pessoas participaram de uma caminhada em Curitiba, na abertura da terceira Semana Antidrogas da Cidade. Para quem era contra a marcha da maconha, posicionando-se contra as manifestações públicas a favor, o Deputado já avançou muito ao propor que a sociedade debata abertamente o tema, ou seja, agora abraçou a bandeira de que as manifestações devem ocorrer, pois elas são da própria essência do processo democrático do plebiscito.
27.05.11
PASTOR FAZ AUDIÊNCIA CONTRA MACONHA Na onda da legalização da maconha, representantes da bancada evangélica organizam movimentos contra a ideia. No dia 17 de junho, será realizada em Curitiba uma audiência pública contra a legalização da droga. O autor é o vereador Pastor Valdemir Soares (PRB). Já a passeata a favor da liberação da maconha na capital já foi barrada pela Justiça três vezes em Curitiba. Para o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, o uso da droga pode ser um trampolim para o consumo de outros produtos ilícitos e deve ser combatido. A iniciativa merece cumprimentos, pois trata-se do caminho correto para combater a idéia de legalização da droga. O caminho escolhido ate agora por setores evangélicos foi o de proibir as manifestações a favor com medidas no Judiciário, que afrontam frontalmente a Constituição Federal, que assegura a plena liberdade de manifestação e expressão.
18.05.11
FRANCISCHINI QUE SITE DA MACONHA FORA DO AR.
Outro paranaense que está aproveitando temas polêmicos é o deputado federal Fernando Francischini (PSDB). Ele entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República para pedir a retirada do ar do site oficial da Marcha da Maconha. O processo foi movido contra o Google. A Marcha da Maconha em Curitiba seria realizada no próximo final de semana e pretendia reunir pessoas que são a favor da liberalização da droga. No entanto, o movimento foi proibido por decisão do juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat. Francischini quer o fim do site e proibição da Marcha da Maconha em outras regiões do país.
19.0511
DECISÃO JUDICIAL ATROPELA A CONSTITUIÇÃO E PROÍBE A MARCHA DA MACONHA.
Pressão de setores da sociedade fez o juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expedir uma liminar proibindo a “Marcha da Maconha”, que seria realizada domingo.
A iniciativa de barrar a manifestação partiu do deputado estadual Leonaldo Paranhos, que faz parte da bancada evangélica. A decisão afronta a Constituição Cidadã de 1988, que veio para assegurar a todos os brasileiros a "livre manifestação do pensamento" (art. 5º, IV), o direito de "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público". Vê-se como é singelo compreender que a proibição da tal marcha constitui um abuso, sobretudo porque a proibição vem orientada por razões de ordem religiosa.
Reações: 9 comentários:
Anônimo disse... Maconheiro não faz guerra, faz amor. Chega de hipocrisia, vamos liberar a maconha e evitar exposição dessas pessoas aos traficantes - esses sim oferecem drogas mais pesadas. 25/6/11
Andrea disse... Por isto sou a favor das manifestações públicas.Forçam as discussões e análises sérias de questões que interessam a toda a coletividade, possibilitando a tomada de decisões corretas! 26/6/11 geldoni disse... Tema interessante para debate mas temos outras prioridades antes disso como educação, sem educação a exposição a toda e qualquer droga torna-se mais perigoso. Não esqueçamos que droga é droga. 26/6/11
Anônimo disse... Eh? Maconheiro não faz guerra? ou vc é um, ou não tem um na tua casa. So quem tem, sabe o sofrimento e a dor q essa gente traz para os que estao perto. Tenho uma irmã viciada em maconha que roubou ate o dinheiro da compra de uma casa do meu falecido pai, alem de viciar os dois filhos , viciou uma sobrinha.Nunca foi presa e nem investigada porque ela acusa o Juiz de Direito da cidadezinha onde mora de comer nas mãos dela e a dar maconha p ela desde q tinha 13 anos.E outros do poder politico.Ela sempre fez o que quis dentro da cidade. Hoje ela tem dinheiro e nunca investigaram da onde.Do marido q é caminhoneiro quem sabe. Ou herança né? Nem dos parentes proximos "donos de jogo do bicho" nunca investigaram nada. Libera e familias inteiras honestas terao que sair do País como falou uma mocinha advogada no twitter e como eu saí por um tempo porque fui perseguida por amigos dela por não ser usuaria. 26/6/11
Blog do Mario Mello disse... Descriminalizar o uso, para não prejudicar o usuario eu acho razoavel, pois, o restante relativo a esse tema é muito polemico. Hoje, drogas e trafico de armas e violência andam de mãos dadas. São irmãos gemeos.Drogas, são drogas (vide cigarro, alcool etc..)- Infelizmente o romantismo dos usuarios dos anos 60 e 70 e todo glamour que envolvia o uso da maconha - cedeu espaço para o CRIME e a VIOLENCIA. Sinceramente, eu particularmente tenho receio de que a liberação pura e simples da maconha - possa minimizar a violência. 26/6/11
JO•♥• disse... Sou radicalmente contra pois penso que abrirá precedentes e até quem sabe, jurisprudência, para que as demais sejam da mesma forma liberadas!! Minha preocupação é com as gerações que virão e que encontrarão condições favoráveis para iniciação ao uso, seja, é LEGAL portanto ñ deve ser nocivo. Alguns governos, como o da Suiça e da Austrália, adotam políticas públicas nesse sentido:" Se não se pode c/ o inimigo aliemo-nos a ele"!!!!Entendo que não deva ser essa a solução, jamais... e sim investir no combate ao tráfico e unidades de recuperação de usuários e/ou dependentes! É de fato mais 'oneroso e custoso', sendo assim 'eles' pensam: "Vamos liberar geral"!! Pois único que vem atuando é o Sistema prisional que encontra-se há muito sem condições de receber diariamente 'traficantes aviõezinhos' (os lambaris) pois os tubarões do tráfico na maioria das vezes não são 'pegos' e punidos... falta estrutura no combate, prevenção sobretudo na recuperação! Ao invés de liberar o consumo e o livre comércio o governo deveria cumprir promessa de campanha: Aumento do efetivo policial e melhora das suas condições de trabalho, combate rígido ao tráfico e acesso a tratamentos de recuperação p/ os dependentes que acabam mantendo o ilícito! Trabalho c/ dependentes em (tentativa) recuperação e sei do sofrimento deles e das suas famílias, bem como a dificuldade que enfrentamos (como profissionais de saúde) para manter os programa (Fed c/ contrapartida do Município) c/ parcos e insuficientes recursos!! Minha humilde opinião enquanto mãe e profissional da área de saúde. 26/6/11
SILVA FILHO disse... Boa noite Apresentador e Advogado Luiz Rocha. Primeiramente, parabéns pelo programa. Porque o governo federal, estadual e municipal não adotam as forças armadas, como sua fiel proteção nas fronteiras? A meu ver, é a única possibilidade de se obter resultados satisfatórios e rápidos, visto que é evidente a corrupção policial, a falta de estrutura, seja logistica e de inteligência. O Estado não consegue controlar a entrada e venda da droga, com os recursos atuais, liberar com qual objetivo? Será que Estado pensa em arrecadar dinheiro através de impostos? Qual será o traficante que pagará impostos? Liberar a droga é condenar a familia a crises infindaveis e dolorosas, comprometendo até o ensino educacional, onde hoje já é possível ver o poder dos traficantes. Grato pelo espaço. Espero contar com sua presença e do Secretário Delazari no Blog Silva Filho. Sucesso. Julio Filho 26/6/11 luis fernando dos santos egidio disse... A maconha mau utilizada e droga. A franca e os estados unidos utiLizam como biodiesel. 26/6/11
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
PARTE DO PSDB PAULISTANO QUER COVAS
Uma parte do PSDB defende que o partido ofereça uma inovação na eleição paulistana em 2012. Ninguém representaria melhor essa ala que o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. Eleito deputado estadual por Santos, ele é pouco conhecido na capital, apesar de ostentar o famoso sobrenome do avô, o ex-governador Mário Covas.
Bruno é formado em Direito e Economia e mestrando em Administração Pública. O chamado “novo Covas” ergue a bandeira da renovação do PSDB. “A sociedade quer mudança”, diz ele.
Para um partido que está com muitas e ao mesmo tempo sem nenhuma opção na capital paulista, o nome Covas ainda seduz.
EM LONDRINA, BELINATI AINDA LIDERA
Um levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira mostra que mesmo após de ter sido cassado pela Justiça Eleitoral, o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PP), continua a ser favorito na disputa pela prefeitura da cidade.
De acordo com a pesquisa, se a eleição fosse hoje e Belinati estivesse concorrendo, receberia 29,1% dos votos, muito à frente de Luiz Carlos Hauly (PSDB), que tem 16,7% e do atual prefeito Barbosa Neto (PDT), com 13,4%.
Se Belinati for retirado da disputa por conta da lei da Ficha Limpa, seu sobrinho, vereador Marcelo Belinati, ainda teria 19,6%, contra 18,4% de Hauly e 14,7% de Barbosa Neto.
Tudo é muito cedo para todos, mas fica a indagação sobre a capacidade de Belinati de transferir seus votos ao seu sobrinho e, ainda, se este quer se vincular ao nome do tio no processo eleitoral.
Curitiba: SERVIDORES DA SAÚDE DEIXAM A PREFEITURA
Os servidores da área da saúde de Curitiba que permanecem em greve precisaram deixar a frente da sede da prefeitura nesta quarta-feira (28) pela manhã, por conta de uma liminar. Acampados há 10 dias no local os servidores tentavam agendar uma reunião com o prefeito Luciano Ducci. Dentre as principais reivindicações da categoria está a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais ao invés das atuais 40 horas. Os servidores foram protestar em frente a Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade.
Mais sobre o tema:
23/12/2011
Curitiba: Protesto desagrada todos
O barulho dos servidores da saúde que estão em greve no município irritou tanto moradores vizinhos da prefeitura que a Justiça determinou que eles não permaneçam mais ao redor da prefeitura nem da casa do prefeito Luciano Ducci. Os servidores da saúde que estão acampados nas áreas no entorno da Prefeitura de Curitiba, Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Recursos Humanos e residência do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), serão obrigados a desocupar as áreas sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A juíza de direito substituta Carolina Delduque Sennes Basso, do Plantão Judiciário do Foro Central, mantém o município na posse das áreas e também determina que os manifestantes desmontem qualquer construção ou estrutura que tenham instalado nos locais. Segundo a liminar, a manifestação dos servidores estaria obstruindo os locais com "barracas, colchões, tendas e outros objetos, além de promover manifestações intensas e ruidosas, bem como estacionar caminhão de som em locais proibidos", de acordo com o comunicado da prefeitura. Na liminar consta que "as manifestações promovidas pelo Sindicato, em uma análise preliminar, vêm prejudicando o acesso dos cidadãos às dependências da Prefeitura Municipal, vêm impedindo a livre circulação dos veículos nas regiões centrais da cidade e, ainda, vêm causando incômodo aos cidadãos que residem em locais próximos àqueles nos quais as manifestações são feitas". Os servidores da saúde de Curitiba, que estão em greve desde o dia 5 deste mês. O impasse foi criado porque algumas categorias querem trabalhar apenas 30 horas semanais. A maioria dos funcionários públicos da saúde garantiram o direito a 30 horas, como enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em higiene dental, auxiliares de consultório dentário e auxiliares por meio de um projeto de lei da prefeitura que altera a carga horária semanal da categoria. Foram incluídos porque trabalham na ponta, recebendo pacientes e sob forte pressão diária. A administração, no entanto, não considera justo reduzir a carga horária também de outras 1,2 mil servidores, como nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, químicos, psicólogos, técnicos de laboratório, técnicos de saneamento e até auxiliares administrativos.
CNJ e TEMAS POLÊMICOS NA PAUTA DE 2012
Alguns assuntos polêmicos devem retornam à pauta dos senadores em 2012. Dentre elas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que disciplina o poder do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e um novo projeto de lei a respeito da homofobia. A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) dirigirá algumas das principais discussões do primeiro semestre, incluindo no pacote a PEC do CNJ.
O texto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) elucida melhor a competência do CNJ no que diz respeito à processar e punir juízes. Proposta que ganhou destaque neste final de ano.
Veja as postagens sobre o CNJ no Blog:
28/12/2011
PPS E O STF: MAIS APOIO PARA ELIANE CALMON
Rubens Bueno, deputado e líder do PPS na Câmara Federal, anunciou que tem a intenção de levantar discussão sobre a questão da crise envolvendo o Judiciário brasileiro, originada pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de “cortar” parte dos poderes de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “O Congresso tem obrigação de se manifestar sobre o caso e, se for necessário, alterar a legislação para garantir que o CNJ cumpra o seu papel fiscalizador e abra a caixa preta da Justiça”, defendeu Rubens Bueno, que julga temerário o STF julgar as imputações de um órgão instituído exatamente para fiscalizar suas ações. “Muito menos por meio de liminares”, reforça o deputado.
23/12/2011
Sérgio Moro apoia Eliane Calmon Do BogdoFred 23/12/2011
Sergio Moro critica atuação das associações de juízes.
Titular de vara de lavagem não crê em quebra de sigilo.
Do juiz federal Sergio Fernando Moro, de Curitiba, titular de vara especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro --ou seja, conhecedor dos procedimentos de quebra de sigilos--, ao levantar dúvidas sobre as alegações das associações de magistrados: Eu, assim como acredito, muitos outros juízes federais, não estou de acordo com as últimas iniciativas das associações de classe dos juízes, inclusive Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, no que diz respeito à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, tanto no que se refere às ações propostas no Supremo Tribunal Federal como nas declarações e notas na imprensa desastradas. Não me convenci de que houve quebra de sigilo bancário ou fiscal de 200 mil juízes, servidores e familiares. Pedir ao COAF informações sobre registros de "operações financeiras suspeitas", se é que a Corregedoria fez isso (só vi pelo jornal), não é exatamente a mesma coisa que quebrar o sigilo bancário de toda essa gente, e ter a Corregedoria acesso às declarações de imposto de renda dos juízes é algo normal, já que previsto na Lei 8.492. Quanto ao vazamento acerca dos pagamentos aos ministros do STF, não sei, a ministra negou e acho leviana qualquer conclusão. Fora talvez alguns excessos verbais, as ações da Corregedoria do CNJ deveriam merecer o apoio das associações de classe e não o contrário. É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra Eliana.
24/12/2011
Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria
FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. "Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria".
Veja as postagens sobre o CNJ no Blog:
28/12/2011
PPS E O STF: MAIS APOIO PARA ELIANE CALMON
Rubens Bueno, deputado e líder do PPS na Câmara Federal, anunciou que tem a intenção de levantar discussão sobre a questão da crise envolvendo o Judiciário brasileiro, originada pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de “cortar” parte dos poderes de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “O Congresso tem obrigação de se manifestar sobre o caso e, se for necessário, alterar a legislação para garantir que o CNJ cumpra o seu papel fiscalizador e abra a caixa preta da Justiça”, defendeu Rubens Bueno, que julga temerário o STF julgar as imputações de um órgão instituído exatamente para fiscalizar suas ações. “Muito menos por meio de liminares”, reforça o deputado.
23/12/2011
Sérgio Moro apoia Eliane Calmon Do BogdoFred 23/12/2011
Sergio Moro critica atuação das associações de juízes.
Titular de vara de lavagem não crê em quebra de sigilo.
Do juiz federal Sergio Fernando Moro, de Curitiba, titular de vara especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro --ou seja, conhecedor dos procedimentos de quebra de sigilos--, ao levantar dúvidas sobre as alegações das associações de magistrados: Eu, assim como acredito, muitos outros juízes federais, não estou de acordo com as últimas iniciativas das associações de classe dos juízes, inclusive Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, no que diz respeito à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, tanto no que se refere às ações propostas no Supremo Tribunal Federal como nas declarações e notas na imprensa desastradas. Não me convenci de que houve quebra de sigilo bancário ou fiscal de 200 mil juízes, servidores e familiares. Pedir ao COAF informações sobre registros de "operações financeiras suspeitas", se é que a Corregedoria fez isso (só vi pelo jornal), não é exatamente a mesma coisa que quebrar o sigilo bancário de toda essa gente, e ter a Corregedoria acesso às declarações de imposto de renda dos juízes é algo normal, já que previsto na Lei 8.492. Quanto ao vazamento acerca dos pagamentos aos ministros do STF, não sei, a ministra negou e acho leviana qualquer conclusão. Fora talvez alguns excessos verbais, as ações da Corregedoria do CNJ deveriam merecer o apoio das associações de classe e não o contrário. É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra Eliana.
24/12/2011
Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria
FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. "Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria".
GOVERNADOR DE SERGIPE NA BERLINDA
O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação dos mandatos do governador reeleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e seu vice, Jackson Barreto, por conduta vedada a agentes públicos no ano eleitoral de 2010. O Ministério Público entrou com recurso no TSE contra decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Sergipe, que manteve o mandato do governador. O relator do caso no TSE é o ministro Marco Aurélio.
Segundo o recurso, Déda e seu vice teriam divulgado publicidade institucional nos três meses anteriores ao pleito, em pelo menos três locais públicos, com o símbolo característico da administração estadual, e utilizado a residência oficial do governador em almoço pago com recursos públicos para cerca de 300 convidados, a maioria líderes políticos do Estado, em que Déda teria confirmado sua candidatura à reeleição.
O TRE-SE julgou improcedente o pedido do Ministério Público, apesar de confirmar a prática de conduta vedada.
É que no caso, o TRE entendeu que a irregularidade não foi capaz de alterar o resultado do pleito.
O Ministério Público eleitoral, via de regra, tem sido extremamente rigoroso em tais questões e insistido na cassação de político eleito mesmo quando a prática irregular não tenha influenciado decisivamente na sua eleição.
Já os tribunais eleitorais, dentre eles o próprio TSE, têm orientado suas decisões no sentido de que deve ficar demonstrado que a irregularidade praticada foi capaz de alterar o resultado do pleito, eis que o princípio a ser prestigiado é o de vale a vontade popular até prova em contrário, ou seja, a regra é a de que não se deve alterar o resultado. Em tais casos, o mais razoável é a aplicação de penas pecuniárias.
Disso resulta uma expressiva quantidade de representações eleitorais e recursos eleitorais apresentados pelo Ministério Público Eleitoral indeferidos, circunstância que pouco contribui para o aperfeiçoamento do processo democrático.
Quiçá o órgão ministerial devesse, uniformemente, pelo menos no segundo grau - no primeiro grau, muitas vezes a ação do MP sofre muito a influência das convicções pessoais, políticas e ideológicas do procurador local -, aliar seus recursos a jurisprudência dos tribunais, ao menos quando ela é razoavelmente majoritária.
LÁ VEM O JADER BARBALHO
A Mesa do Senado se reúne nesta quarta-feira, às 15h, com o mínimo de quatro senadores, quando deverá dar posse a Jader Barbalho (PMDB-PA) para o mandato hoje exercido por Marinor Brito (PSOL-PA).
A senadora, que alega não ter exercido plenamente seu direito de defesa nesse processo, impetrou novo mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal), invocando esse direito.
A chegada de Barbalho ao cargo, no fim do ano e durante o recesso parlamentar, ocorre após uma batalha judicial que acabou livrando-o dos efeitos da Lei da Ficha Limpa, cuja validade para as eleições de 2010 foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal.
O fato é que a demora da Justiça já ceifou dois anos do mandato de Jader e estabeleceu a expectativa de exercício do mandato para a senadora.
Celeridade nos julgamentos é o remédio.
PRIVATARIA DO PSDB BATE RECORDE
Fernando Henrique Cardoso está indignado com a repercussão do livro que faz duras críticas ao seu governo. Lançado em 9 de dezembro deste ano, o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., alcançou o topo do ranking de livros mais vendidos do site especializado em mercado editorial PublishNews. O site contabiliza as vendas de 12 livrarias.
Enquanto parlamentarem ressuscitam apresenta pedido para criação da CPI sobre privatizações, tucanos se manifestam contra livro que aponta esquema fraudulento em privatizações. Em nota, a filha de Serra rebate as acusações do livro, que aponta supostas irregularidades nas privatizações ocorridas durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
O livro afirma também que amigos e parentes de José Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e movimentaram milhões de dólares entre 1993 e 2003.
Entre 12 e 18 de dezembro - última contabilização - foram vendidos 9.032 exemplares do livro, que ficou atrás somente da biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson (17.784 unidades vendidas), da ficção “As esganadas”, de Jô Soares (16.150), e de “O Cemitério de Praga”, do semiólogo italiano Umberto Eco (9.083).
O tema promete grandes embates no Congresso para o próximo ano.
Veja o que o Blog já postou sobre o tema:
21/12/2011
CPI de FHC ressurge das cinzas
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) entregou nesta quarta (21) ao presidente da Câmara, Marco Maia, um pedido no mínimo estranho que remexe o sarcófago. Ele quer a criação da CPI sobre irregularidades em privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, já chamada de CPI da Privataria. O requerimento foi assinado por 2006 deputados. A intenção é investigar as denúncias apresentadas no livro "A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O livro acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Qualquer arma que a oposição puder usar para atingir os tucanos não será desperdiçada pelos petistas.
Curitiba: DR. ROSINHA E VENERI QUEREM PT COM CANDIDATO
O deputados federal Dr. Rosinha e o estadual Tadeu Veneri estão dispostos a levar adiante a tese da candidatura própria do PT na disputa pela prefeitura de Curitiba. Numa tarefa difícil de tentar vencer o Campo Majoritário, corrente que tem como cabeças os ministros Gleisi, Paulo Bernardo e o deputado federal Angelo Vanhoni, um dos nomes de mais peso do PT em Curitiba, os parlamentares defendem que o PT não pode ir a reboque na eleição de 2012 e se colocam como opções. Além do trabalho interno para ganhar apoio entre militantes, ele trabalham para enfraquecer a candidatura do pedetista Gustavo Fruet. Durante reunião da cúpula petista no dia 19 de dezembro, ficou selada a proposta de aliança para apoiar Fruet no primeiro turno. Mas até o ano que vem, Rosinha e Veneri vão continuar tentando desestabilizar Fruet.
O argumento que Rosinha e Veneri vão esgrimar é que Fruet foi um dos mais ferrenhos opositores no episódio da CPI do chamado Mensalão, quando atacou duramente o PT e o próprio Presidente Lula.
Sobre isso, Fruet já mandou fazer um levantamento das suas participações na CPI e argumenta que nunca atacou o Presidente Lula e nem o PT como instituição, mas apenas os petistas envolvidos no Mensalão, o que, se defende, era sua obrigação oposição.
Os adeptos da aliança sustentam que o que está em jogo agora é a eleição de 2014, quando o PT tentará, ai sim com candidato próprio, chegar ao Governo do Estado. Então, para Curitiba o melhor e juntar forças com quem está na oposição de Beto Richa para tentar impor a derrota a Luciano Ducci e, assim, fragilizar o governador.
Nessa linha, a avaliação que os adeptos da aliança fazem é a de que a melhor estratégia é a de tentar matar a eleição com a vitória de Fruet já no primeiro turno. E isto porque no segundo turno a capacidade de mobilização do governador será muito maior, atraindo um exército de militantes do interior - onde as eleições já terão terminado- para a capital. O PT já provou desse veneno com Vanhoni duas vezes.
Mais postagens sobre o tema:
28/12/2011
Curitiba: PT PARA FRUET
O PT mudou a forma de escolher seus candidatos a prefeito em 2012. A estratégia agora é que primeiro se decida se o partido fará ou não aliança com outra legenda. Assim, em Curitiba, o partido vai decidir se fica ou não com a candidatura de Gustavo Fruet (PDT), e somente se a decisão for contrária a coligação com o PDT é que o partido apreciará outras candidaturas próprias. Pelo menos é o que prevê o Regulamento das Prévias e Encontros 2012 aprovado pelo Diretório Nacional no último dia 02.
23/12/2011
Rosinha não quer Fruet
Se depender de uma das alas do PT, a aliança com o PDT de Gustavo Fruet não decola no primeiro turno na disputa pela prefeitura de Curitiba. Dr. Rosinha, que é pré-candidato a prefeito, não está economizando críticas ao ex-tucano. Dr. Rosinha avisa que vai defender até o próximo ano, na convenção de junho, a tese de candidatura própria do PT :"Estou achando cada vez mais que se o PT não lançar candidato o Fruet não vai nem para o segundo turno”, alfineta o petista.
13/12/2011
PT DISCUTE ALIANÇAS NO SÁBADO
O PT (Partido dos Trabalhadores) reunirá no próximo sábado (17), integrantes, militantes e simpatizantes do diretório municipal da capital paranaense para um encontro de encerramento do ano a respeito das eleições municipais de 2012. Alguns nomes já confirmaram presença: os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, Ângelo Vanhoni, deputado federal e pré-candidato à prefeitura de Curitiba, além de outras lideranças e parlamentares, como o deputado Ênio Verri, presidente do diretório estadual do PT-PR, o deputado estadual Toninho Wandscheer, o prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, os vereadores Pedro Paulo e Jonny Stica e Roni Barbosa, presidente da CUT-PR. Roseli Isidoro, presidente do PT de Curitiba, considera que o momento é decisivo para resolver quais passos que irão nortear a atuação do partido em 2012. “O Diretório Nacional aprovou o regulamento das prévias e encontros que acontecerão em 2012 e cujo calendário estabelece o prazo limite de 15 de janeiro para a apresentação de proposta de apoio a candidato a prefeito de outro partido e é isso que vamos debater”, disse Roseli, que ainda acrescentou: “Passado esse prazo, restará ao PT de Curitiba apenas o debate em torno da candidatura própria”.
Curitiba: O PT PARA FRUET. Veja a razão.
O PT mudou a forma de escolher seus candidatos a prefeito em 2012. A estratégia agora é que primeiro se decida se o partido fará ou não aliança com outra legenda. Assim, em Curitiba, o partido vai decidir se fica ou não com a candidatura de Gustavo Fruet (PDT), e somente se a decisão for contrária a coligação com o PDT é que o partido apreciará outras candidaturas próprias. Pelo menos é o que prevê o Regulamento das Prévias e Encontros 2012 aprovado pelo Diretório Nacional no último dia 02.
Veja outras postagens do tema:
28/12/2011
Curitiba: DR. ROSINHA E VENERI QUEREM PT COM CANDIDATO
O deputados federal Dr. Rosinha e o estadual Tadeu Veneri estão dispostos a levar adiante a tese da candidatura própria do PT na disputa pela prefeitura de Curitiba. Numa tarefa difícil de tentar vencer o Campo Majoritário, corrente que tem como cabeças os ministros Gleisi, Paulo Bernardo e o deputado federal Angelo Vanhoni, um dos nomes de mais peso do PT em Curitiba, os parlamentares defendem que o PT não pode ir a reboque na eleição de 2012 e se colocam como opções. Além do trabalho interno para ganhar apoio entre militantes, ele trabalham para enfraquecer a candidatura do pedetista Gustavo Fruet. Durante reunião da cúpula petista no dia 19 de dezembro, ficou selada a proposta de aliança para apoiar Fruet no primeiro turno. Mas até o ano que vem, Rosinha e Veneri vão continuar tentando desestabilizar Fruet.
O argumento que Rosinha e Veneri vão esgrimar é que Fruet foi um dos mais ferrenhos opositores no episódio da CPI do chamado Mensalão, quando atacou duramente o PT e o próprio Presidente Lula. Sobre isso, Fruet já mandou fazer um levantamento das suas participações na CPI e argumenta que nunca atacou o Presidente Lula e nem o PT como instituição, mas apenas os petistas envolvidos no Mensalão, o que, se defende, era sua obrigação oposição.
Os adeptos da aliança sustentam que o que está em jogo agora é a eleição de 2014, quando o PT tentará, ai sim com candidato próprio, chegar ao Governo do Estado. Então, para Curitiba o melhor e juntar forças com quem está na oposição de Beto Richa para tentar impor a derrota a Luciano Ducci e, assim, fragilizar o governador. Nessa linha, a avaliação que os adeptos da aliança fazem é a de que a melhor estratégia é a de tentar matar a eleição com a vitória de Fruet já no primeiro turno. E isto porque no segundo turno a capacidade de mobilização do governador será muito maior, atraindo um exército de militantes do interior - onde as eleições já terão terminado- para a capital.
O PT já provou desse veneno com Vanhoni duas vezes.
28/12/2011 Curitiba: PT PARA FRUET O PT mudou a forma de escolher seus candidatos a prefeito em 2012. A estratégia agora é que primeiro se decida se o partido fará ou não aliança com outra legenda. Assim, em Curitiba, o partido vai decidir se fica ou não com a candidatura de Gustavo Fruet (PDT), e somente se a decisão for contrária a coligação com o PDT é que o partido apreciará outras candidaturas próprias. Pelo menos é o que prevê o Regulamento das Prévias e Encontros 2012 aprovado pelo Diretório Nacional no último dia 02. 23/12/2011 Rosinha não quer Fruet Se depender de uma das alas do PT, a aliança com o PDT de Gustavo Fruet não decola no primeiro turno na disputa pela prefeitura de Curitiba. Dr. Rosinha, que é pré-candidato a prefeito, não está economizando críticas ao ex-tucano. Dr. Rosinha avisa que vai defender até o próximo ano, na convenção de junho, a tese de candidatura própria do PT :"Estou achando cada vez mais que se o PT não lançar candidato o Fruet não vai nem para o segundo turno”, alfineta o petista.
13/12/2011 PT DISCUTE ALIANÇAS NO SÁBADO O PT (Partido dos Trabalhadores) reunirá no próximo sábado (17), integrantes, militantes e simpatizantes do diretório municipal da capital paranaense para um encontro de encerramento do ano a respeito das eleições municipais de 2012. Alguns nomes já confirmaram presença: os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, Ângelo Vanhoni, deputado federal e pré-candidato à prefeitura de Curitiba, além de outras lideranças e parlamentares, como o deputado Ênio Verri, presidente do diretório estadual do PT-PR, o deputado estadual Toninho Wandscheer, o prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, os vereadores Pedro Paulo e Jonny Stica e Roni Barbosa, presidente da CUT-PR. Roseli Isidoro, presidente do PT de Curitiba, considera que o momento é decisivo para resolver quais passos que irão nortear a atuação do partido em 2012. “O Diretório Nacional aprovou o regulamento das prévias e encontros que acontecerão em 2012 e cujo calendário estabelece o prazo limite de 15 de janeiro para a apresentação de proposta de apoio a candidato a prefeito de outro partido e é isso que vamos debater”, disse Roseli, que ainda acrescentou: “Passado esse prazo, restará ao PT de Curitiba apenas o debate em torno da candidatura própria”.
DILMA OPTA POR REFORMA MAIS “LIGHT”
A fim de evitar mais brigas entre a base aliada já no início do ano eleitoral, a presidente Dilma Rousseff desenha agora uma reforma ministerial mais acanhada, denominada no Palácio do Planalto de “balanceamento” da equipe. A intenção é refrear o desgaste político na Esplanada, não promovendo mudanças severas, nem desalojando partidos que compõem a coalizão.
Após perder seis ministros por conta de denúncias de corrupção e um por incompatibilidade política, a presidente quer mexer menos em nomes e mais na gestão de governo. Antes de sair de férias, na sexta-feira, Dilma deixou a seguinte ordem aos auxiliares: “Não fiquem especulando sobre a reforma porque não quero que este seja o assunto do recesso”.
Veja mais postagens sobre o tema:
08/12/2011
MINISTRO DA SAÚDE APÓIA REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS
Ao contrário do seu próprio partido, o PT, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, crê que a redução de ministérios no governo de Dilma é “uma boa ideia”.
A fim de garantir a fatia do PT no governo, Rui Falcão, presidente do partido, deu declarações contrárias à ideia de fusão de pastas ocupadas atualmente por membros de seu partido.
Mas a redução de ministérios já é dada como favas contadas em Brasília, pois segundo se diz nos círculos mais próximos do Palácio, Dilma e Michel Temer (PMDB) já chegaram a um consenso sobre o assunto e em janeiro haverá a tão esperada redução de ministérios.
A idéia vem sendo acalentada por Dilma há muito tempo e como forma de coloca-la em prática a Presidenta nomeou uma comissão coordenada por Jorge Gerdau para o fim de indicar novos parâmetros de gestão na esfera do Governo Federal e uma das propostas construídas por essa comissão é justamente a do enxugamento da máquina estatal federal.
Na sociedade a proposta terá amplo apoio e é normal que existam resistências dentro das estruturas partidárias e do próprio governo.
Veja o que o Blog já postou sobre o tema:
30/11/2011
MOREIRA FRANCO: REDUZIR MINISTÉRIOS PARA CONTER GASTOS É DEMAGOGIA
Em entrevista, o ministro Wellington Moreira Franco, da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), rotulou como demagógica a medida de redução de metade do número de ministérios do governo com o intuito de conter gastos. “Eu não acho que a relação seja essa. É uma mitificação e, com todo carinho e todo respeito, quase demagógica. Achar que isso vai resolver problema orçamentário. Não vai. O que eu acho que resolve é problema de governança, de gestão. Isso sim. Eu acho que essa discussão é preciso ter. Mas é uma avaliação exclusiva da presidenta da República”, completou o ministro.
29/11/2011
GERDAU DEFENDE REDUÇÃO DOS MINISTÉRIOS
Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau e também da Câmara de Gestão, defendeu na segunda-feira (28), a diminuição do número de ministérios no governo, que atualmente, conta com 38 ministros. Algumas fontes do governo afirmam que Dilma Rousseff analisa integrar as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para Mulheres na reforma ministerial do próximo ano. Outra medida seria a reincorporação da Secretaria de Portos pelo Ministério dos Transportes.
MAURO MORAES E A PM
O deputado Mauro Moraes (PSDB), que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, pretende iniciar o próximo ano com uma pauta polêmica. Além de cobrar uma resposta definitiva a respeito da implantação do subsídio para os policiais militares, o deputado quer colocar em discussão projetos de reajuste salarial para categorias que são ligadas ao setor de segurança pública. Segundo o deputado, muitos assuntos tratados pela Comissão ficaram pendentes, dentre eles o resultado do estudo de viabilidade da emenda 29, feito por uma comissão mista: “Não sabemos dos resultados, se ela já foi concluída ou se vai precisar de mais tempo para apresentar uma solução. Contudo, o legislativo, que aprovou a emenda, precisa de uma resposta para dar satisfação aos policiais”, afirma. “Vamos propor ao governo a criação de projetos distintos de reajuste salarial para servidores que atuam na área da segurança pública. Sabemos que a segurança não depende apenas do número de profissionais empregados, mas também da remuneração”, destaca.
Contudo Moraes deve encontrar resistência por parte dos líderes do governo. O líder da base governista, deputado Ademar Traiano (PSDB), já alertou que os gastos com pessoal estão no limite, e qualquer mudança salarial, depende de aumento da receita.
Mauro Moraes teve problemas com Requião em razão das suas intervenções na área de segurança e se seguir nessa toada deverá tê-los também com Beto Richa. Mas sempre estará bem com a polícia.
PPS E O STF: MAIS APOIO PARA ELIANE CALMON
Rubens Bueno, deputado e líder do PPS na Câmara Federal, anunciou que tem a intenção de levantar discussão sobre a questão da crise envolvendo o Judiciário brasileiro, originada pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de “cortar” parte dos poderes de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “O Congresso tem obrigação de se manifestar sobre o caso e, se for necessário, alterar a legislação para garantir que o CNJ cumpra o seu papel fiscalizador e abra a caixa preta da Justiça”, defendeu Rubens Bueno, que julga temerário o STF julgar as imputações de um órgão instituído exatamente para fiscalizar suas ações. “Muito menos por meio de liminares”, reforça o deputado.
23/12/2011
Sérgio Moro apoia Eliane Calmon Do BogdoFred
23/12/2011 Sergio Moro critica atuação das associações de juízes.
Titular de vara de lavagem não crê em quebra de sigilo.
Do juiz federal Sergio Fernando Moro, de Curitiba, titular de vara especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro --ou seja, conhecedor dos procedimentos de quebra de sigilos--, ao levantar dúvidas sobre as alegações das associações de magistrados: Eu, assim como acredito, muitos outros juízes federais, não estou de acordo com as últimas iniciativas das associações de classe dos juízes, inclusive Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, no que diz respeito à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, tanto no que se refere às ações propostas no Supremo Tribunal Federal como nas declarações e notas na imprensa desastradas. Não me convenci de que houve quebra de sigilo bancário ou fiscal de 200 mil juízes, servidores e familiares. Pedir ao COAF informações sobre registros de "operações financeiras suspeitas", se é que a Corregedoria fez isso (só vi pelo jornal), não é exatamente a mesma coisa que quebrar o sigilo bancário de toda essa gente, e ter a Corregedoria acesso às declarações de imposto de renda dos juízes é algo normal, já que previsto na Lei 8.492. Quanto ao vazamento acerca dos pagamentos aos ministros do STF, não sei, a ministra negou e acho leviana qualquer conclusão. Fora talvez alguns excessos verbais, as ações da Corregedoria do CNJ deveriam merecer o apoio das associações de classe e não o contrário. É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra Eliana.
24/12/2011
Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria
FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. "Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria".
23/12/2011
Sérgio Moro apoia Eliane Calmon Do BogdoFred
23/12/2011 Sergio Moro critica atuação das associações de juízes.
Titular de vara de lavagem não crê em quebra de sigilo.
Do juiz federal Sergio Fernando Moro, de Curitiba, titular de vara especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro --ou seja, conhecedor dos procedimentos de quebra de sigilos--, ao levantar dúvidas sobre as alegações das associações de magistrados: Eu, assim como acredito, muitos outros juízes federais, não estou de acordo com as últimas iniciativas das associações de classe dos juízes, inclusive Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, no que diz respeito à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, tanto no que se refere às ações propostas no Supremo Tribunal Federal como nas declarações e notas na imprensa desastradas. Não me convenci de que houve quebra de sigilo bancário ou fiscal de 200 mil juízes, servidores e familiares. Pedir ao COAF informações sobre registros de "operações financeiras suspeitas", se é que a Corregedoria fez isso (só vi pelo jornal), não é exatamente a mesma coisa que quebrar o sigilo bancário de toda essa gente, e ter a Corregedoria acesso às declarações de imposto de renda dos juízes é algo normal, já que previsto na Lei 8.492. Quanto ao vazamento acerca dos pagamentos aos ministros do STF, não sei, a ministra negou e acho leviana qualquer conclusão. Fora talvez alguns excessos verbais, as ações da Corregedoria do CNJ deveriam merecer o apoio das associações de classe e não o contrário. É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra Eliana.
24/12/2011
Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria
FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. "Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria".
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Investimentos em segurança derrubam índices de violência em São José dos Pinhais
Trocar a repressão pela prevenção. Esta é a principal política da
Prefeitura de São José dos Pinhais quando o assunto é segurança pública. No
ano de 2011, a cidade teve grandes incrementos na área, que resultaram na
queda dos índices de violência. A taxa de homicídios caiu 18% em São José
dos Pinhais nos 10 primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo
período do ano anterior, de acordo com dados do governo do Estado.
Neste ano, a Guarda Municipal foi fortalecida com a aquisição de
equipamentos e concurso para reforço do efetivo. A Guarda Comunitária
ganhou nova marca – foi criado o projeto Nossa Guarda – e novos núcleos de
atuação nos bairros. Também com a participação da comunidade, os Comunsegs
(Conselhos Municipais de Segurança) aumentaram a área de atuação.
O combate contra a violência ganhou outro aliado no programa Territórios da
Paz, coordenado pelo Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania
(Pronasci), em parceria com a Prefeitura. O programa trouxe ações de
cidadania, inclusão social, acesso a serviços públicos e oportunidades de
trabalho aos bairros Grande Guatupê e Borda do Campo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
CÂMARA DE LONDRINA APROVA REAJUSTE PARA CARGOS COMISSIONADOS
Os vereadores de Londrina, aprovaram um reajuste de 60% no salário dos funcionários comissionados, ou seja, aqueles que trabalham no poder público sem ter prestado concurso, em contrapartida tiveram seus nomes indicados para ocupar o cargo. O aumento passará a valer a partir de janeiro do ano que vem para os 101 funcionários comissionados do legislativo da cidade. O que chamou a atenção foi a falta de transparência na aprovação do aumento. O reajuste foi votado em novembro, mas foi publicado apenas na sexta-feira (23).
DILMA TEM MENOS OPOSIÇÃO QUE LULA
A presidente da República Dilma Rousseff (PT) termina seu primeiro ano de governo com a menor oposição na Câmara desde a Constituição de 1988, foi o que informou a reportagem de Silvio Navarro e Uirá Machado, publicada na Folha de S. Paulo deste domingo (25). Os quatro partidos que compõem atualmente a chamada bancada de oposição –PSDB, DEM, PPS e PSOL– reúnem 91 cadeiras, o que equivale a 17,5% da Casa. Ou seja, quase metade do que o seu antecessor enfrentou após sua reeleição (30,5%). Por outro lado, a base aliada na Câmara dos Deputados foi menos fiel ao governo de Dilma em seu primeiro ano do que a de seus antecessores, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique.
Curitiba: LUCIANO DUCCI COM A FACA NOS DENTES
Convidado do Jogo do Poder do domingo de Natal, o Prefeito de Curitiba Luciano Ducci aproveitou o espaço para fazer uma avaliação detalhada da sua administração, indicando os pontos que considera positivos e enfrentando os temas mais espinhosos.
Ducci diz não estar preocupado com o episódio que atingiu o Presidente da Câmara, o vereador Derosso, porque se trata de uma situação que diz respeito à Câmara de Vereadores e é ela quem terá que superar essa crise. O Prefeito não é vereador: uma resposta bem posta para o público e que enfrenta bem a questão sob o ponto de vista institucional. Esse é o argumento que vai para a campanha eleitoral.
Ducci também considera superada a crise da Consilux e argumenta que como Prefeito agiu exatamente como recomenda a regra legal e a boa ética, pois considera ter adotado todas as medidas tão logo teve contato com o problema: mandou cancelar o contrato e manter o serviço. Em seguida promoveu as alterações legislativas e criou a Secretaria de Trânsito, indicando para ela um técnico competente, Marcelo Araújo, revelando ao Jogo do Poder que "foi uma indicação pessoal". Esse é o argumento que vai para a campanha eleitoral.
Sobre a sáude Ducci referiu que o sistema de Curitiba é bom e que atende bem as demandas da população. Citou números que indicam a quantidade de pessoas que são bem atendidas nos postos de saúde, nas unidades e nos hospitais, com boa resolução. Compara o número de pessoas bem atendidas com os números de reclamações e, com razão, conclui que os casos isolados que acabam merecendo destaque da mídia e uma sensação não verdadeira sobre a funcionalidade do sistema de saúde. Para a campanha irão os números, que não são poucos e bons.
No mais, Ducci revelou um volume de gastos de grande porte em pavimentação nos próximos meses que, efetivamente, vai pesar na avaliação do eleitor. Expôs as melhorias que vão surgir com a continuação da obra da Linha Verde, as alterações na Avenida das Torres e em diversas outras ruas da cidade e que irão influir, segundo o Prefeito, positivamente na acessibilidade para todos os curitibanos.
Ducci considera vital a obra do metrô e sustenta que o sistema de ônibus canaletas ainda não está esgotado e, portanto, merece investimentos para sua melhoria (especialmente quanto a sincronização dos semáforos).
Na área do meio ambiente, Ducci revelou os investimentos que serão realizados para combater o açoriamento dos rios, recuperação dos parques (novo Centro de Convenções do Barigui) e na criação de novos.
Enfim, para quem duvida da popularidade de Luciano Ducci, para quem acha que o Prefeito não tem carísma, para quem acha que depende de Beto Richa, o deu argumentos para que reavaliem a apinião.
Prefeito mostrou no Jogo do Poder de Natal que está com a faca nos dentes e pronto para enfrentar a batalha nas eleições de 2010.
Para isso, disse que no primeiro semestre de 2012 a cidade será um grande pátio de boas obras.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal: Luciano Ducci no Jogo do Poder de hoje
Recebo no Jogo do Poder deste domingo de Natal o Prefeito de Curitiba Luciano Ducci, a partir das 23 horas, na Rede CNT. O Prefeito atendeu nosso convite e esteve nos estúdios da Rede CNT no curso da semana e, durante 50 minutos, faz uma avaliação da sua gestão à frente do Executivo Municipal, descrevendo as principais ações que já se consumaram, as que estão em curso e as que ainda estão por vir no próximo ano.
Ducci enfrentou todos os temas postos, as crises da Consilux e Derosso, mas também aproveitou para descrever como vai as desenrolando as relações do Município com os governos do Estado e Federal.
Uma boa conversa que recomendo aos adversários do Prefeito assistirem.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Rosinha não quer Fruet
Se depender de uma das alas do PT, a aliança com o PDT de Gustavo Fruet não decola no primeiro turno na disputa pela prefeitura de Curitiba. Dr. Rosinha, que é pré-candidato a prefeito, não está economizando críticas ao ex-tucano. Dr. Rosinha avisa que vai defender até o próximo ano, na convenção de junho, a tese de candidatura própria do PT :"Estou achando cada vez mais que se o PT não lançar candidato o Fruet não vai nem para o segundo turno”, alfineta o petista.
Assinar:
Postagens (Atom)